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Economia

Inflação desacelera e aumenta chances de corte dos juros

foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve uma alta menor que o esperado em julho, mostrando uma desaceleração pela terceira vez seguida. Esse índice é uma prévia da inflação do mês e subiu apenas 0,06%, contra 0,41% em junho, segundo dados divulgados pelo IBGE. Essa queda nas previsões levou bancos e analistas a revisarem para baixo as expectativas de inflação para o ano e a reforçarem a possibilidade de redução da taxa de juros pelo Banco Central no próximo mês.

Até agora, o índice acumulado no ano é de 3,51% e a inflação em 12 meses está em 4,52%. Essa taxa ultrapassa o teto da meta do Banco Central, que é 4,5%, mas está abaixo dos 4,8% de junho.

Os números divulgados foram menores do que o esperado pelos especialistas consultados pela pesquisa Projeções Broadcast, tanto para o mês quanto para o acumulado em 12 meses.

Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital, comenta que estes resultados aumentam as chances de o Banco Central diminuir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, o que já era a opinião predominante no mercado. No entanto, ele ressalta que a continuidade dessa política dependerá dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que já dura cinco meses. Segundo ele, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, provavelmente manterá uma postura cautelosa em agosto, mesmo com a possibilidade de corte em setembro.

Para a economista da XP, Basiliki Litvac, o resultado de julho dá suporte para um novo corte da taxa Selic.

Além disso, o banco Barclays revisou para baixo sua previsão de inflação oficial para 2026, reduzindo de 5,2% para 4,9%. O economista-chefe do Barclays, Roberto Secemski, destacou que essa revisão se deve principalmente aos preços menores do que o esperado no setor de transportes.

Grupos com variações diferentes

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, habitação teve a maior alta (0,97%) e maior impacto na inflação (0,15 ponto percentual). Já alimentação e bebidas teve a maior queda (-0,66%), contribuindo negativamente com -0,15 ponto percentual, após uma alta de 0,74% em junho. As outras categorias tiveram variações entre queda de 0,33% em vestuário e alta de 0,28% em saúde e cuidados pessoais.

Dentro do grupo habitação, a energia elétrica residencial subiu 3,03%, sendo o item que mais influenciou o resultado do mês, com 0,12 ponto percentual.

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