Jorge Murilo Oliveira Siqueira, indígena Fulni-ô, residente próximo ao Santuário Sagrado dos Pajés no Noroeste do Distrito Federal, é acusado de aplicar um golpe em uma mulher que o contratou para trabalhar como segurança. Ele teria se aproveitado da situação delicada da vítima para furtar quase R$ 60 mil dos cartões dela.
A vítima, que preferiu não se identificar, conheceu Murilo em abril de 2025, durante trabalhos voluntários na região do Noroeste (DF). Ela o contratou como motorista e segurança particular, depois que ele chegou da aldeia em Pernambuco.
Murilo foi morar com a vítima em Paracatu (MG). Durante a convivência, eles tiveram um breve relacionamento, mas o comportamento do indígena mudou e ele passou a agir de forma agressiva, chegando a ameaçá-la de morte. Em outubro de 2025, a mulher o expulsou de casa após uma briga séria. Murilo retornou ao DF e foi preso em flagrante por furtar o celular de um taxista.
A vítima explicou que, durante esse período, enfrentava problemas de saúde e pessoais sérios, como investigação de câncer de mama, tratamento hormonal para fertilização in vitro e gravidez, além de questões profissionais que exigiam segurança reforçada. Isso a deixou vulnerável à manipulação de Jorge Murilo.
Ao verificar a fatura do cartão, a mulher descobriu transações não autorizadas totalizando cerca de R$ 54 mil. Ela confrontou o dono da máquina de onde saíram os pagamentos e obteve uma confissão, que incluiu conversas entre ele e Murilo.
Além disso, a vítima percebeu que o indígena aproveitava a confiança para aplicar golpes em amigos e colegas dela, alegando supostas emergências familiares para pedir pequenos valores via Pix.
Jorge Murilo retornou à aldeia em Pernambuco e, procurado pela reportagem, preferiu não comentar o caso.

