Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os gastos das famílias brasileiras com saúde e cuidados pessoais cresceram 0,36% em março, após terem subido 0,67% em fevereiro. Essa variação contribuiu com 0,05 ponto percentual para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) do mês.
A alta geral do IPCA-15 em março foi de 0,44%. A maior parte do aumento veio dos custos com planos de saúde, que subiram 0,49%, e produtos de higiene pessoal, com elevação de 0,38%.
Em relação às despesas pessoais, o aumento foi mais significativo, passando de 0,20% em fevereiro para 0,82% em março, contribuindo com 0,09 ponto percentual para o índice.
Os principais responsáveis por essa alta foram serviços bancários, que ficaram 2,12% mais caros, e custos com empregados domésticos, que tiveram aumento de 0,59%.
Quanto à habitação, os gastos subiram 0,24% em março, após uma elevação de 0,06% em fevereiro, o que adicionou 0,04 ponto percentual ao IPCA-15.
A energia elétrica residencial teve aumento de 0,29%, influenciada por reajustes médios acima de 14% nas concessionárias do Rio de Janeiro, aplicados a partir do dia 15 de março.
O IBGE ainda destacou que a bandeira tarifária permaneceu verde durante o mês, sem custos extras para os consumidores.
Além disso, os valores cobrados por água e esgoto tiveram alta de 0,44%, devido a reajustes em cidades como Belo Horizonte e Porto Alegre.
Por outro lado, o preço do gás encanado caiu 0,99%.
Estadão Conteúdo.

