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sábado, 30/08/2025

Indenização de R$ 4 bi é pedida à Braskem por queda no valor de imóveis em Maceió

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Em Brasília

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas entrou com uma ação pedindo uma indenização de R$ 4 bilhões contra a Braskem. Isso porque a retirada de sal-gema feita pela empresa causou o afundamento do solo em vários bairros de Maceió, prejudicando a região.

Mais de 22 mil imóveis perderam até 60% do seu valor, porque os moradores tiveram que sair das áreas afetadas e as casas ficaram vazias.

Além da indenização pelo valor perdido dos imóveis, o processo também pede uma compensação por danos morais, para ajudar as pessoas afetadas psicologicamente.

Contexto

O afundamento começou a ser notado em 2018 devido à extração do sal-gema, que causou instabilidade no solo dos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. Milhares de imóveis ficaram danificados e cerca de 60 mil pessoas tiveram que deixar suas casas por segurança.

Em novembro de 2023, a prefeitura de Maceió decretou estado de emergência por causa do risco de desabamento em uma das minas da empresa.

A Defesa Civil de Maceió acompanhava de perto o problema. A Polícia Federal investigou o caso e, em novembro, indiciou 20 pessoas. O processo está na 2ª Vara Federal de Alagoas.

Provas e consequências

A Defensoria Pública destaca que além da queda no valor dos imóveis, os moradores também tiveram que conviver com rachaduras nas casas e medo constante.

A ação foi registrada pelos defensores Ricardo Melro, Daniel Alcoforado, Lucas Valença, Marcelo Arantes e Isaac Souto. Eles pedem que a justiça reconheça que a desvalorização foi causada unicamente pelos problemas relacionados às atividades da Braskem.

Ricardo Melro explicou que a perda de valor dos imóveis não é por motivos econômicos normais, mas devido a um colapso ambiental causado pela empresa.

Para calcular o dano, foi proposta a diferença entre o valor atual e o valor que os imóveis teriam se o acidente não tivesse acontecido.

Os bairros afetados são Farol, Pinheiro, Bom Parto, Bebedouro, Gruta de Lourdes, Pitanguinha, Levada, entre outros.

Na ação foram incluídos vários documentos e provas como laudos técnicos, avaliações, fotos, pareceres do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), vídeos e depoimentos que comprovam a desvalorização e os danos estruturais, como rachaduras e afundamentos.

Também foram apresentados relatórios sobre os impactos psicológicos sofridos pelos moradores.

A empresa Braskem

A Braskem é controlada pela Novonor (antiga Odebrecht) e a Petrobras tem 47% das ações com direito a voto.

Em nota recente, a Braskem disse que só ficou sabendo da ação pela imprensa e que vai estudar o caso e tomar as medidas necessárias dentro do prazo legal.

A Agência Brasil tentou obter mais informações da empresa, que afirmou na época do afundamento que estava tomando medidas para mitigar, compensar e reparar os danos causados.

Com informações da Agência Brasil

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