A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que na última quarta-feira, dia 25, houve um problema na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que fez com que a unidade parasse, mas ela voltou a funcionar ainda no mesmo dia, segundo a Petrobras.
Segundo a FUP, o incidente começou com um vazamento em uma linha de hidrogênio, seguido de um incêndio, falhas nos sistemas de segurança e parada total das unidades. Isso causou danos aos equipamentos e trouxe um risco alto para os trabalhadores e o entorno. Felizmente, ninguém se feriu.
De acordo com relatos iniciais, houve falhas em sistemas essenciais para emergências, como válvulas de segurança e comunicação por rádio. Foi necessária uma equipe muito maior do que o esperado, incluindo trabalhadores que ainda estavam em treinamento. Também houve uma explosão em um equipamento, com estilhaços e fumaça, criando um cenário de grande perigo para um possível acidente industrial grave, conforme informou a entidade sindical.
Por sua vez, a Petrobras minimizou o ocorrido, dizendo que a parada foi segura e ocorreu devido a um problema no fornecimento de água para refrigeração. A estatal garantiu que o incidente foi rapidamente controlado, sem afetar pessoas ou o meio ambiente, e que a produção foi normalizada no mesmo dia.
Investimentos
Para a FUP, este caso mostra que é urgente aumentar os investimentos em segurança operacional, manutenção e modernização das unidades. A federação apontou que cortes de recursos, redução de equipe e diminuição de serviços em áreas importantes, adotados em governos anteriores, enfraqueceram a operação, contribuindo para que esses incidentes aconteçam com frequência.
A entidade destaca que o grave problema não causou consequências mais sérias graças à atuação direta dos trabalhadores que, mesmo enfrentando falhas e condições difíceis, conseguiram controlar a emergência. “A FUP, junto ao Sindipetro Caxias, pede uma investigação rigorosa do ocorrido e a adoção imediata de medidas, como a reposição de pessoal, revisão do número de equipes e aumento consistente dos investimentos em segurança e integridade das instalações”, afirmaram.
A federação reforça que a segurança não deve ser tratada como item de ajuste e que é fundamental criar uma política permanente de investimentos e valorização das condições de trabalho, garantindo a proteção dos trabalhadores, das operações e do meio ambiente.
Estadão Conteúdo

