YURI EIRAS
FOLHAPRESS
A inauguração do Museu da Imagem e do Som (MIS) em Copacabana, Rio de Janeiro, foi adiada devido à crise política no governo estadual. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro gerou instabilidade, com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, assumindo como governador interino.
Originalmente marcada para 19 de março, a cerimônia foi remarcada para 26 de março, mas agora está sem data definida. A corrida de rua “MIS a MIS” que começará na Praça 15 e terminará no novo prédio do MIS continua mantida.
O prédio do MIS ainda apresenta problemas estruturais e técnicos, como falhas na ventilação, suspensão irregular dos elevadores e vidros danificados, o que impossibilita a inauguração imediata.
O projeto do MIS, iniciado em 2010, enfrentou várias paralisações e dificuldades financeiras, refletindo a instabilidade política e econômica que o Rio de Janeiro atravessa há décadas. Governadores anteriores, como Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel, também não conseguiram concluir as obras.
Devido a esses atrasos, o acervo da Fundação MIS, que inclui fotografias, gravações e documentos históricos, continuará armazenado em outras unidades, evitando danos causados pela maresia no novo edifício.
O novo prédio possui oito andares e dois subsolos, com espaços dedicados à música popular brasileira, ao humor carioca, ao Carnaval e à memória de Carmen Miranda. Ainda estão previstos restaurante, cinema, boate e teatro.

