Nossa rede

Tecnologia

Implante cerebral permite que paciente paralisada volte a se comunicar

Publicado

dia

20160825105948_660_420

Pela primeira vez, um implante cerebral de uso doméstico permitiu a transformação de pensamentos em texto, possibilitando que uma mulher paralisada de 58 anos voltasse a se comunicar.

A paciente foi diagnosticada com a ELA (esclerose lateral amiotrófica), que aos poucos foi degenerando a sua capacidade de controlar seu corpo. Isso também levou embora sua capacidade de comunicação, causando o desenvolvimento da síndrome do encarceramento, na qual a vítima está ciente do que acontece ao seu redor, mas não pode se mexer ou falar.

Até o implante, o método usado para que ela se comunicasse era um sistema de reconhecimento dos olhos; ela apontava os olhos para uma letra na tela e, fazendo isso com todos os caracteres de uma palavra, era possível formar frases. O problema disso é que um terço dos pacientes com ELA também acabam perdendo o movimento dos olhos. Outros métodos similares podem não ser tão confiáveis.

O implante foi desenvolvido pelo Centro Médico Universitário Utrecht, na Holanda, que se esforçaram para permitir o uso fora de um ambiente controlado de laboratório. Para isso, a equipe focou-se em detectar os sinais cerebrais que surgem quando o cérebro conta de trás para frente e comanda o corpo para clicar um mouse.

O dispositivo conecta-se ao cérebro com um buraco no crânio. Ele registra sinais cerebrais e transmite sem fios para um tablete que transforma os sinais em “cliques”, e um software especializado ajuda a paciente a soletrar o que ela quer dizer. No primeiro de uso, a mulher estabeleceu um sinal cerebral com o sistema e agora, seis meses depois, ela já alcançou uma precisão de 95%.

Trata-se de um sistema ainda bastante básico, criado para poder ser usado fora do laboratório, e que tem uma aplicação clara: fazer a paciente voltar a se comunicar. Por exemplo, não seria possível adaptar a tecnologia para controlar membros artificiais, mas ao menos já fornece maior liberdade. Especialmente ao lembrar que o antigo sistema de reconhecimento do movimento dos olhos não podia ser usado em ambientes externos.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Tecnologia

WhatsApp terá função de compras dentro do aplicativo

Publicado

dia

Por

Opção ainda não tem data para começar a funcionar, e produtos serão oferecidos por empresários que usam a versão ‘Business’ do app.

WhatsApp vai permitir que pessoas façam compras dentro do app. — Foto: AFP

O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (22) que vai oferecer compras e serviços de hospedagem dentro do aplicativo. Os recursos serão opcionais para empresas, que utilizam a versão “Business” do app.

Todo o processo de compra poderá ser realizado dentro do WhatsApp, desde a escolha do produto, passando pelos detalhes de um pedido, até chegar ao pagamento.

Para realizar compras, as pessoas precisarão iniciar uma conversa com uma conta comercial que ofereça os seus produtos no aplicativo.

Contas comerciais poderão vender produtos direto do WhatsApp. — Foto: Diviulgação/WhatsApp

Contas comerciais poderão vender produtos direto do WhatsApp. — Foto: Diviulgação/WhatsApp

Ainda não foi revelado quando essa ferramenta estará disponível, nem se os empresários pagarão taxas ou comissões pelas transações realizadas.

A companhia diz que “ação ajudará as pequenas empresas que foram mais afetadas neste momento [de pandemia].”

Serviços de hospedagem

O WhatsApp disse ainda que vai oferecer hospedagem em integração com o Facebook, empresa que é dona do app.

Segundo um comunicado, as empresas que utilizam as ferramentas do Facebook gerenciar seus serviços terão uma opção de integração para as mensagens no WhatsApp Business, e as mensagens poderão ser armazenadas no servidor da rede social.

A novidade deve concorrer com soluções de atendimento ao cliente como o Zendesk. A data para a disponibilização dessa ferramenta também não foi revelada, mas ela será gratuita.

A companhia afirmou que irá cobrar por outros serviços que oferecem aos clientes comerciais, sem detalhar quais serão.

Ver mais

Tecnologia

Smartphone sem carregador e fone de ouvido vai virar o novo normal?

Publicado

dia

Por

Após retirada dos acessórios do iPhone 12, existem rumores de que a Samsung pode tirar os carregadores da caixa em um futuro próximo

Após retirada dos acessórios do iPhone 12, existem rumores de que a Samsung pode tirar os carregadores da caixa em um futuro próximo

Na semana passada a Apple anunciou que as versões do iPhone 12, mais novo smartphone da companhia, não viriam acompanhadas de carregadores ou fones de ouvido em suas caixas. Até mesmo modelos mais antigos de iPhone, como XR e 11, já estão sendo enviadas sem os  acessórios. Segundo a empresa, o objetivo da retirada é bastante simples: a redução de lixo eletrônico no mundo.

Com a confirmação desse rumor em relação aos celulares, ficou a dúvida se isso não poderia acontecer também com outras fabricantes.

É claro que, para alguns concorrentes, como a Samsung, a Xiaomi e a Motorola, o momento foi bastante oportuno para fazer piada com a decisão da Apple. Em publicações feitas no Twitter e no Instagram, as empresas enfatizaram a presença de carregadores em seus smartphones.

Apesar disso, existem boatos de que a sul-coreana Samsung também pode retirar alguns de seus acessórios da caixa de lançamentos do ano que vem — incluindo o carregador — com a justificativa de redução de custo para o consumidor.

A informação, dada inicialmente pelo site coreano ETNews, afirmou que “vários funcionários da empresa disseram que ela está discutindo com parceiros como remover os componentes dos novos smartphones”. A determinação, de acordo com o site, foi dada porque, para a Samsung, já é imaginado que as pessoas tenham carregadores o suficiente depois de mais de 10 anos no mercado de celulares inteligentes.

O mesmo foi afirmado pela Apple, que acredita que seus clientes conseguiram fazer uma coleção de carregadores e fones da marca — uma realidade que pode ser mais assertiva nos Estados Unidos, mas que muda no cenário brasileiro.

Segundo o site irlandês StatCounter, a Samsung é a fabricante de celulares com a maior participação no mercado global, de 30,6%. A Apple, em seguida, tem quase 25% de participação. Em quarto lugar está a Huawei, com 10,6% do mercado. A Xiaomi, em quinto, tem uma fatia de 9,47%.

Nos Estados Unidos, a Apple é líder disparada, sendo responsável por 59,7% dos smartphones no país. Mas no Brasil, o mercado é dominado pela Samsung (com 44,6%), seguido pela Motorola (21,6%) e somente depois pela Apple (14,3%).

De acordo com a empresa, há 2 bilhões de adaptadores disponíveis nas casas dos usuários, além de 700 milhões de fones de ouvido com entrada lightning (nome dado à entrada proprietária que a Apple inclui nos iPhones). A redução de espaço significaria caixas menores, mais iphones por containers, menos espaço tomado na logística. O impacto final, dados da empresa apontam, seria equivalente a menos 450.000 carros nas ruas todos os anos.

Mas, por aqui, a ideia da retirada dos acessórios pode não ser tão popular quanto em seu país de origem.

Os altos preços dos celulares da gigante americana podem ser um dos motivos para a baixa penetração no bolso dos brasileiros — um celular de entrada com sistema operacional Android é relativamente mais barato que um iPhone. Enquanto um Samsung Galaxy A01 custa em média 700 reais, um iPhone 8 (lançado em 2017) ainda é vendido por algo entre 3.500 reais e 4.000 reais, uma diferença de quase 80%. A alta no dólar não ajuda nesse quesito e até mesmo modelos mais antigos ficaram mais caros com o lançamento do novo smartphone.

É fato também que os cabos comumente utilizados por fabricantes de smartphones Android também pode ser utilizado em uma quantidade maior de dispositivos — como no Kindle, nos controles do Xbox One, entre outros que possuem a entrada MicroUSB — enquanto as entradas da Apple não podem ser amplamente usadas da mesma forma. A empresa fundada por Steve Jobs adota o cabo do tipo USB-C desde 2019, mas modelos anteriores ainda não estão no novo padrão.

Na França a adoção de uma caixa de iPhone sem os dois acessórios não vai poder acontecer conforme o previsto. Isso porque, por lá, a legislação obriga que fabricantes incluam fones de ouvido em seus aparelhos. Os carregadores conseguem fugir — não existe uma lei francesa que proíba a falta de um cabo e de um adaptador.

Além da Samsung, não existem (ainda) boatos de que outras companhias devem adotar a ideia da Apple, que foi ao mesmo tempo muito celebrada por alguns e duramente criticada por outros. A decisão pode ter assustado as demais empresas que querem tomar uma atitude parecida nos próximos anos, mas é claro que nada está gravado na pedra.

Ver mais

Tecnologia

Resultados do 3º tri devem mostrar que a Tesla vai continuar pisando fundo

Publicado

dia

Por

Cercada de expectativas, a fabricante de automóveis de Elon Musk bateu recorde na produção e na entrega de veículo no terceiro trimestre

Tesla: fabricante pode registrar receita de 8,4 bilhões de dólares neste trimestre, de acordo com consultoria (Aly Song/Reuters)

A Tesla divulga nesta quarta-feira (21) os seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre deste ano. A companhia de Elon Musk que já quadruplicou de valor neste ano deve apresentar resultados bem superiores aos registrados no ano passado. Uma prova de que a fabricante de carros elétricos não sofreu tanto com a crise da covid-19. O que os empreendedores de sucesso têm em comum? Inovação será a chave de 2021. Fique por dentro em nosso curso exclusivo.

A estimativa de Wall Street é de que o faturamento trimestral da fabricante fique entre 7,1 bilhões e 8,9 bilhões de dólares. A consultoria americana Estimize é mais específica. A previsão para a fabricante de automóveis movidos por eletricidade é de receita de 8,4 bilhões de dólares.

Os números são significantemente maiores do que os registrados em 2019, quando a Tesla obteve receita de 6,3 bilhões de dólares. O resultado foi considerado decepcionante, pois era 8% menor do que o registrado um ano antes. O lucro bruto também foi menor. Houve retração de 22% e o resultado para o trimestre ficou em 1,2 bilhão de dólares.

O motivo da expectativa de números mais altos é porque a Tesla já divulgou resultados de seus negócios no trimestre. A companhia informou que foram entregues 139.300 carros no período e que a empresa iniciou a produção de mais de 145.000 outros veículos durante os meses de julho e setembro.

Para efeito de comparação, a fabricante havia entregue somente 96.100 carros e produzido outros 97.000 veículos durante o mesmo trimestre do ano passado. Os números de 2020, desta forma, já são 44,9 % e 49,4% maiores do que os obtidos no terceiro trimestre de 2019. Para Musk, a meta é conseguir produzir 20 milhões de carros por ano.

O ano de 2020 vem sendo mágico para a montadora de Musk. A companhia que iniciou o ano com ações negociadas por volta de 90 dólares cada viu seus papéis quadruplicarem de valor nos últimos meses. No pregão desta terça-feira (20), as ações da Tesla terminaram o dia em queda de 2%, mas cotadas em quase 422 dólares cada uma.

Tudo isso já faz com que a companhia ganhe novos rivais no mercado e também se torne mais visada até por montadoras tradicionais. Nem mesmo problemas recentes, como um teto de um automóvel da Tesla que caiu no meio de uma estrada, parecem frear a fabricante de carros elétricos comandada por Musk.
Ver mais

Tecnologia

Exclusivo: startup de seguros, Pier recebe aporte de US$ 14,5 milhões

Publicado

dia

Por

A insurtech fundada em 2018 atua no mercado de automóveis e de smartphones e já tem 100 mil potenciais clientes na fila de espera

Pier: startup foi fundada em 2018 pelos ex-estudantes da Unicamp Rafael Oliveira, Igor Mascarenhas e Lucas Prado (André Porto/Divulgação)

Startup que atua como uma seguradora de veículos e de smartphones, a Pier recebeu uma nova injeção de capital neste mês. A insurtech levantou 14,5 milhões de dólares em uma rodada de investimentos liderada pelo fundo de capital de risco Monashees. A rodada ainda contou com a a participação da Canary, outro fundo de investimentos, e do banco BTG Pactual. O que os empreendedores de sucesso têm em comum? Inovação será a chave de 2021. Fique por dentro em nosso curso exclusivo.

A empresa vinha se reunindo mensalmente com potenciais investidores e o aporte atual foi negociado durante pelo menos seis meses. O dinheiro captado será usado para expandir a operação da empresa, que tem mais de 15 mil clientes em seu seguro para smartphone. A startup já havia recebido outros 7,6 milhões de dólares em uma rodada em março do ano passado.

Com uma lista de espera de mais de 100 mil interessados na contratação dos serviços, a meta é ampliar a base de clientes em 50 vezes nos próximos dois anos. Isso faria a Pier ter, pelo menos, 750 mil clientes em seus serviços. “Existe muito espaço para que a gente cresça com velocidade”, diz Igor Mascarenhas, cofundador e presidente da empresa.

Além de Mascarenhas, a ideia do negócio é também de Lucas Prado e Rafael Oliveira. Na faixa dos 30 anos de idade, os três se conheceram enquanto cursavam a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ainda em 2006. A ideia de montar uma empresa, porém, só veio uma década depois e a operação só saiu do papel mais de uma década depois, em setembro de 2018

A empresa surgiu inicialmente com um seguro para smartphones, que continua sendo o principal negócio. Já o seguro para automóveis, lançado apenas neste ano, ainda está sendo estruturado – mas já em operação. A proteção está disponível somente em São Paulo e Minas Gerais. A previsão é de que o Brasil inteiro seja atendido até o fim do primeiro semestre do ano que vem.

A escolha por competir em um mercado mais disputado contra gigantes do setor se dá pela demanda dos consumidores. Atualmente, mais de 70% da frota de automóveis no Brasil não tem seguro, segundo o executivo. O público-alvo da companhia, assim, tem sido clientes que nunca realizaram a contratação de um seguro. Mais de 40% dos clientes da startup se encaixam neste perfil.

Ao contrário de muitas seguradoras tradicionais, a Pier aposta no uso de tecnologias de inteligência artificial para facilitar a contratação da proteção e o reembolso de forma mais rápida e simples. Desta forma, todo o processo pode ser feito pela internet e leva poucos minutos.

A Pier não abre números do negócio, mas é sabido que a empresa ainda não dá lucro. O que se sabe é que o dinheiro chega como um refresco mais do que bem-vindo. A companhia estava apreensiva com os efeitos da crise do novo coronavírus nos investimentos. Em junho, Mascarenhas declarou que havia “uma perspectiva menos favorável para levantar recursos por conta da dificuldade de acessar os fundos de capital de risco”.

Para ganhar dinheiro, a Pier aposta em um modelo de negócios em que atuava em parceria com uma seguradora, a Too Seguros e ficava com 20% do valor das mensalidades. O negócio passou por uma mudança neste mês, com a aprovação da startup no programa Sandbox, desenvolvido pela graças a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Agora é a própria Pier que faz todo o processo de subscrever riscos de forma independente.

Apesar de usar inteligência artificial para facilitar o processo de cotação e de reembolso, a companhia não se apoia totalmente na tecnologia. Mascarenhas explica que é necessário investir em empatia. Por isso, todo o atendimento ao cliente da companhia é feito por pessoas. A prática é elogiada entre clientes, que já receberam 5,6 milhões de reais em reembolsos.

Preço mais baixo

Um dos principais diferenciais está em relação ao preço. O valor de um seguro tanto para smartphone como para veículo pela Pier pode custar menos de 100 reais por mês. O valor é mais baixo porque o seguro não cobre danos causados ao veículo ou ao celular e é mais focado na proteção contra o roubo e furto tanto do carro como do smartphone.

Há planos para atacar estas demandas. “Há uma curva de expansão dentro dos produtos atuais. Queremos resolver todas as demandas dos usuários”, afirmou Mascarenhas. Não há previsão, entretanto, de quando isso vai acontecer. O foco agora é otimizar a operação nos serviços em que a companhia já oferta, até mesmo pela necessidade de lidar com a fila de espera.

Em simulações realizadas no site da companhia, o valor mensal para o seguro de um smartphone Galaxy S20 Plus, da Samsung, ficou entre 78,10 e 120,20 reais por mês, de acordo com o valor da cobertura escolhido, 80% ou 100% do valor do aparelho seminovo, cotado em 4.800 reais. O seguro cobre roubo e furto do aparelho.

Já o seguro de um veículo HB-20, da Hyundai, comprado em 2014, ficou em 91,07 reais por mês com cobertura de 100% da tabela FIPE que avalia o automóvel em 34.471 reais. A cobertura vale para casos de roubo ou furto do carro e para serviços de assistência 24 horas, como falta de combustível, troca de pneu, guincho, chaveiro, entre outros.

Ver mais

Tecnologia

Em dia de balanço, é hora de saber se a receita da Netflix deu certo

Publicado

dia

Por

Número de assinantes deve ser menor no terceiro trimestre do que no segundo, mas lucro deve aumentar em 32,5%

Netflix: (Getty Images/Reprodução)

A gigante americana de streaming Netflix divulga nesta terça-feira (20) seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre de 2020. A plataforma, que conquistou 26 milhões de novos assinantes nos primeiros seis meses deste ano, sendo que 10 milhões foram adicionados somente no segundo trimestre, pode passar por uma desaceleração do crescimento – o que já era esperado pela empresa – e ganhar mais 2,5 milhões de usuários.

A expectativa é de que a receita trimestral anunciada hoje seja de 6,3 bilhões de dólares – um aumento em relação ao segundo trimestre, quando o valor foi 6,15 bilhões de dólares. O lucro líquido esperado deve ficar em torno de 954 milhões de dólares, um aumento de 32,5% em relação ao período anterior.

A Netflix, bem como suas concorrentes e outras “empresas de ficar em casa”, se beneficiou em meio à pandemia do novo coronavírus. Com mais pessoas praticando o distanciamento social, o serviço viu suas assinaturas e sua receita engordarem, mas já sabiam que o efeito não seria eterno. Com 193 milhões de assinantes, é a maior companhia do setor, na frente de outras gigantes, como o Amazon Prime Video (150 milhões) e do Disney+ (60,5 milhões), que foi lançado no ano passado e chegará ao Brasil em 17 de novembro.

Nos resultados do pregão desta segunda-feira, 18, as ações da Netflix na Nasdaq fecharam estáveis com um leve queda de -0,01%, cotadas em 530,72 dólares cada. A empresa também ultrapassou a Disney em valor de mercado recentemente pela quinta vez no ano – e alcançou o valor de mercado de 230 bilhões de dólares. Enquanto os cinemas e parques temáticos estavam fechados, o que prejudicou os negócios da Disney, a Netflix virou a primeira opção de entretenimento em milhões de lares no mundo.

Um dos nomes por trás do crescimento é o do “mago” Ted Sarandos, copresidente da Netflix. De tanto assistir a filmes e a programas de TV e ao ouvir comentários de clientes da locadora na qual trabalhava, o executivo conseguiu entender como os consumidores podem ter “gostos e temperamentos” diferentes e como a recomendação precisava ser especial para cada um deles.

Em 2019, a terceira temporada de Stranger Things, um dos maiores acertos de Sarandos, foi vista mundialmente por 40,7 milhões de assinantes em apenas um fim de semana. Como o meio de transmissão é diferente, o estilo de produção é único, e bem diferente do adotado pela TV. “A forma de escrita dos roteiristas muda completamente porque você já sabe que a maioria das pessoas verá o próximo episódio na sequência, evitando extrapolações ou resumos.

Com o faturamento global de 50,3 bilhões de dólares em 2020, segundo a consultoria alemã Statista, o setor do streaming cresceu ao mesmo tempo em que o cinema de Hollywood perdia cerca de 17 bilhões de dólares nos primeiros seis meses do ano.

Segundo a companhia de pesquisas Omdia, a indústria global de filmes deve perder de 20 a 31 bilhões até o final do ano. Um triste adeus à receita de 42 bilhões de dólares em 2019.

Para tentar sanar um pouco das perdas, a Disney lançou o longa Mulan em sua plataforma de streaming, o Disney+, com um preço adicional de 30 dólares – uma forma de, talvez, reverter o que foi perdido sem o cinema mundial.

Não é para menos que a Netflix, líder do setor, é tida como a vencedora da pandemia. Há 19 anos, durante o ataque às Torre Gêmeas a companhia viveu uma situação semelhante quando mais pessoas, por medo, ficaram dentro de suas casas. À época, o número de assinantes da Netflix (que entregava DVDs) subiu de 100 mil para 465 mil.

A guerra pelo tron

Com tantas opções para assinar, parece que a guerra do streaming traz a certeza de longas batalhas. Mas, para Bill Demas, presidente da consultoria Conviva, o usuário não escolhe uma assinatura em detrimento de outra.

Nos Estados Unidos, cerca de 20% dos assinantes de serviços de streaming assinam somente uma plataforma, enquanto 64% assinam entre duas e três e 12% entre quatro e seis, de acordo com a consultoria KPMG. O mesmo deve acontecer no Brasil. “Os serviços de streaming são colocados um contra o outro, mas a televisão que é a grande perdedora nessa guerra”, diz Demas.

Ver mais

Tecnologia

Executivos de banco são demitidos por uso indevido do WhatsApp

Publicado

dia

Por

Bancos de Wall Street restringiram o uso do WhatsApp e de outras plataformas de mensagens instantâneas com criptografia de ponta a ponta nos últimos meses.

WhatsApp: uso do aplicativo viola políticas internas do banco Morgan Stanley (Jaap Arriens/NurPhoto/Getty Images)

Duas pessoas com os cargos de maior peso no departamento de commodities do Morgan Stanley vão deixar o banco por violações de conformidade relacionadas ao uso de ferramentas de comunicação como o WhatsApp, segundo duas pessoas a par do assunto.

Nancy King, responsável global por commodities, e Jay Rubenstein, responsável por trading de commodities, estão saindo, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. O Morgan Stanley não quis comentar.

O banco é um dos maiores traders de commodities em Wall Street ao lado do Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Citigroup.

A saída dos executivos veteranos ocorre depois que o banco descobriu o uso de meios eletrônicos de comunicação não autorizados, como o aplicativo de mensagens WhatsApp. Nenhuma irregularidade foi encontrada, mas o uso desses canais de comunicação viola a política do banco, disseram as pessoas.

Bancos de Wall Street restringiram o uso do WhatsApp e de outras plataformas de mensagens instantâneas nos últimos meses. As mensagens no WhatsApp são criptografadas do início ao fim e não podem ser monitoradas facilmente pelos departamentos de conformidade.

No início do ano, o JPMorgan penalizou mais de uma dúzia de operadores por usarem o WhatsApp no trabalho, demitiu um funcionário e cortou o pagamento de bônus do restante.

King e Rubenstein não responderam imediatamente a mensagens com pedido de comentários.

King entrou no Morgan Stanley há 34 anos, negociando petróleo e sendo promovida na divisão de commodities para se tornar a mulher mais graduada do setor em Wall Street. Rubenstein, que muitos consideravam seu provável sucessor, entrou em 2007 em trading de energia e depois assumiu o comando de energia e gás, de acordo com os perfis deles no LinkedIn.

O site SparkSpread informou anteriormente sobre a saída dos executivos.

Ver mais

Hoje é

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?