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Idosos, diabéticos e doentes cardíacos: o grupo de risco do coronavírus

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Estudo acompanhou pacientes hospitalizados em Wuhan, epicentro do coronavírus na China

Coronavírus: idade média das pessoas infectadas era de 56 anos e 62% eram homens (Feature China / Barcroft Studios / Future Publishing/Getty Images)

São Paulo — Estudo realizado com pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, indica que pacientes mais velhos, com problemas de coagulação do sangue ou sepse têm maior probabilidade de morrer ao serem infectadas pelo Covid-19, aponta a publicação NewScientist.

No início do surto, dois hospitais ficaram responsáveis pelo tratamento dos infectados na cidade. A pesquisa acompanhou o atendimento de 191 adultos que foram infectados até o dia 31 de janeiro e procurou padrões nas características daqueles que tiveram alta ou morreram.

A idade média das pessoas infectadas era de 56 anos e 62% eram homens. Cerca de metade dos pacientes tratados apresentava condições médicas subjacentes, mais comumente diabetes e pressão alta.

Dos 191 indivíduos, 137 receberam alta e 54 morreram. O tempo médio desde o início da doença até a alta hospitalar foi de 22 dias, segundo a equipe médica. As mortes causadas pelo coronavírus ocorreram em média 18,5 dias após o início dos sintomas.

Grupo de risco

O risco de morte foi maior entre idosos ou que já tinham doenças como diabetes, doença cardíaca coronária, problemas de coagulação e sinais de sepse. No geral, mais da metade das pessoas hospitalizadas com o vírus desenvolveram sepse.

“O maior número de mortes entre as pessoas mais velhas acontece, em parte, por conta do enfraquecimento do sistema imunológico e pelo aumento da inflamação que pode promover a replicação viral e respostas mais prolongadas à inflamação, causando danos permanentes ao coração, cérebro e outros órgãos”, disse o co-autor do estudo Zhibo Liu no Hospital Jinyintan em Wuhan.

A equipe médica também concluiu que pessoas que já entraram em contato com o Covid-19 podem infectar outras pessoas por cerca de 20 dias. “O derramamento viral estendido observado em nosso estudo tem implicações importantes para orientar as decisões sobre precauções de isolamento e tratamento antiviral em pacientes com covid-19 confirmado”, disse.

 

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Coronavírus já causa impactos até na exploração espacial

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Agências espaciais reduzem operações e passam a se dedicar no combate a covid-19

Coronavírus: doença deve atrasar avanços na exploração espacial (Bloomberg/Getty Images)

O novo coronavírus deixou de ser um problema que impacta apenas no planeta Terra. A pandemia já atrasa até mesmo a exploração espacial para a descoberta de novos planetas, estrelas e outros elementos que vagam o universo.

Nesta semana, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) emitiu um comunicado confirmando a redução de funcionários no centro de controle de missões em Darmstadt, na Alemanha. Houve também o desligamento de equipamentos utilizados pela ESA

Segundo a ESA, os profissionais que ganharam folga forçada trabalhavam “em algumas missões científicas”. Entre as missões afetadas estão a Cluster (investigação da magnetosfera terrestre), a ExoMars Trace Gas Orbiter e a Mars Express (análise da atmosfera de Marte), além da Solar Orbiter (exploração dos efeitos dos ventos solares).

Na Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, a ordem é de quarentena para os quase 17 mil funcionários por conta de casos confirmados de infecção da covid-19 em dois centros espaciais. Ao site Business Insider, um porta-voz da agência americana afirmou que a situação é atípica e que a Nasa nunca havia passado por algo semelhante,.

Apesar disso, Nasa dedicou um de seus supercomputadores, utilizado normalmente para executar modelos climáticos para prever as condições meteorológicas do planeta, para o combate contra a disseminação do novo coronavírus. A iniciativa se dá em um consórcio formado também por empresas como IBM, Microsoft, Amazon, Google e HP Enterprise.

Segundo o site Space.com, o supercomputador, que faz parte da divisão de Ciências da Terra da Nasa, terá a missão de processar e redirecionar dados de pesquisa obtidos sobre a covid-19. Os cálculos vão ajudar o governo americano no desenvolvimento de tratamentos e de vacinas para a doença.

“Já faz mais de seis décadas desde que a Nasa utiliza a sua experiência para enfrentar desafios que beneficiaram as pessoas de todo o mundo”, escreveu no Twitter Jim Bridenstine, administrador da agência espacial americana.

 

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Ciência

Fechamento de escolas e quarentenas podem conter a covid-19, diz estudo

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Novo estudo mostra que medidas de distanciamento social combinadas são a forma mais efetiva de combater a propagação do coronavírus

Coronavírus: febre é o sintoma inicial mais comum da covid-19 (Getty Images/Reprodução)

Um novo estudo feito por pesquisadores de Singapura mostra que as medidas de distanciamento social, o fechamento de escolas e a quarentena de pessoas infectadas sãos as medidas mais efetivas para conter a propagação do novo coronavírus, causador da doença covid-19.

O estudo inédito foi publicado no periódico científico The Lancet Infectious Disases e aborda a efetividade de diferentes intervenções para conter a pandemia do novo coronavírus, chamado Sars-CoV-2.

A pesquisa mostrou que medidas mais eficazes junto à quarentena de pessoas infectadas são medidas tomadas por empresas no ambiente de trabalho (como adoção do trabalho remoto). Em segundo lugar, o estudo aponta o fechamento de escolas como intervenção mais importante para conter o avanço do novo coronavírus. Por fim, o estudo aponta a quarentena apenas das pessoas infectadas como a menos efetiva das três.

O cenário com melhores chances de contenção do vírus foi aquele com a adoção de todas as medidas preventivas.

“Se medidas locais de contenção, como impedir a propagação de doenças por meio de esforços de rastreamento de contatos e não permitir visitantes no curto prazo não tiverem êxito, os resultados do estudo fornecerão aos formuladores de políticas em Singapura e em outros países com evidências para iniciar a implementação de medidas aprimoradas de controle de surtos que poderiam mitigar ou reduzir as taxas de transmissão local se implantadas de maneira eficaz e oportuna”, disse o Dr. Alex Cook, Universidade Nacional de Singapura.

A pesquisa considerou a taxa de transmissão do novo coronavírus na China, país que mais registrou casos da doença no mundo; um período de incubação da doença de 5,3 dias; e quatro cenários e medidas progressivas, abrangendo a quarentena de pessoas infectadas e seus familiares, o fechamento de escolas por duas semanas e 50% dos funcionários de empresas trabalhando em casa, também, por duas semanas. Com a adoção de todas as medidas, o número de casos de contágio do novo coronavírus caiu 99.3%.

Os autores ressaltam limitações do estudo, como dados datados de censo populacional, o impacto do movimento de migrantes e da propagação de casos ocasionada por pessoas vindas de outros países, além da dinâmica de padrões de contato entre indivíduos.

Ainda assim, o estudo mostra que quanto mais medidas forem tomadas, menor será o número de casos da covid-19, o que pode levar ao atendimento adequado de pessoas em hospitais e a um número reduzido de mortes em razão da doença. Os resultados da pesquisa vão contra o que disse, em rede nacional, o presidente Jair Bolsonaro nesta semana. O presidente criticou governos e prefeituras que determinaram período de quarentena e fechamento de escolas e comércios, como aconteceu em São Paulo e no Rio de Janeiro, e disse ainda que, se contagiado, teria apenas uma gripezinha, dado seu histórico de atleta. Não há evidência científica que demonstre que pessoas que praticam atividade física regularmente tenham melhor resposta do que a média ao contágio pelo novo coronavírus.

 

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Imagens mostram coronavírus atacando células humanas

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O vírus causador da Covid-19 usa células para se replicar

Coronavírus: imagem mostra vírus atacando células humanas (Flickr/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos/Divulgação)

Novas imagens feitas pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos mostram o novo coronavírus atacando células do corpo humano.

As fotos, feitas com microscópio eletrônico, mostram o vírus Sars-CoV-2 (nome do coronavírus) como pontos pequenos envolvendo as células humanas. As imagens foram coloridas artificialmente em laboratório.

Com formato de coroa, o vírus se prende às células e as utiliza para se reproduzir, aumentando o nível de infecção. Com isso, a célula morre e o vírus se espalha mais pelo corpo humano.

Veja as imagens a seguir.

Coronavírus: imagem mostra vírus atacando células humanas em amostra de paciente contagiado (Flickr/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos/Divulgação)

Vírus: novo coronavírus são os pontinhos laranja atacando as células em amostra de paciente infectado (Flickr/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos/Divulgação)

 

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