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sexta-feira, 03/04/2026

Idosos com mais de 80 anos crescem e cidade se prepara para isso

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O Brasil está vivendo uma transformação no perfil etário de sua população, destacando-se o aumento significativo de idosos acima dos 80 anos, conhecido como a quarta idade. Essa mudança traz desafios e oportunidades para a rede de saúde e para as famílias, que precisam se adaptar aos cuidados contínuos e específicos demandados por essa faixa etária.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseado no Censo Demográfico de 2022, o país já possui cerca de 4,6 milhões de pessoas com mais de 80 anos. A expectativa de vida aumentou significativamente, chegando a 77 anos, sendo maior entre as mulheres, que vivem em média 80,5 anos, enquanto os homens vivem 73,6 anos. Paralelamente, a população jovem está diminuindo, evidenciando uma redução nas taxas de natalidade.

Esse cenário já é sentido no Distrito Federal, onde hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) notam um crescente número de pacientes idosos, especialmente com internações prolongadas. Álvaro Modesto, chefe de Núcleo Médico do Hospital Cidade do Sol, destaca que “a necessidade de acompanhamento contínuo e apoio em atividades básicas exige uma reorganização dos cuidados na rede de saúde”.

Além dos desafios hospitalares, as famílias também precisam se reorganizar para oferecer o suporte próximo que essa nova realidade demanda. O acompanhamento familiar é fundamental para garantir a qualidade de vida e autonomia desses idosos.

Rodrigo do Carmo, chefe do serviço de ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal, reforça a importância do cuidado adequado para a mobilidade, uso correto de medicamentos e alimentação, que contribuem para a manutenção da independência dos pacientes.

O caso de Gilberto Gomes Barbosa, aposentado com quase 70 anos internado há três meses por problemas cardíacos, exemplifica esse cenário. Embora mantenha sua independência e não precise de acompanhante constante, ele recebe visitações frequentes da família e amigos e utiliza o tempo de internação para continuar sua produção literária e musical, ressaltando a importância do suporte da equipe de saúde para manter a qualidade de vida.

Olhar para o futuro mostra que o crescimento da população idosa é uma tendência global que exige políticas públicas eficazes, rede de atendimento preparada e apoio familiar estruturado. No Distrito Federal, já existe um avanço positivo na organização dos serviços que promovem autonomia e bem-estar para essa população crescente.

Garantir uma longevidade com qualidade de vida e respeito é o verdadeiro desafio e compromisso para esta etapa da vida, exigindo integração entre saúde, família e sociedade.

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