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sábado, 03/01/2026

Identificação demorada de corpos gera angústia na Suíça

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Mais de dois dias após o incêndio que destruiu o bar Constellation, em Crans-Montana, Suíça, familiares ainda procuram por seus entes queridos desaparecidos, entre filhos, irmãos e amigos. O incêndio, ocorrido na madrugada de 1º de janeiro, resultou em pelo menos 40 mortes e 119 feridos, muitos em estado grave.

Devido à severidade do incêndio, vários corpos foram encontrados totalmente carbonizados, dificultando a identificação e causando grande sofrimento às famílias das vítimas.

O bar, bastante frequentado por jovens entre 16 e 26 anos, faixa etária predominante entre as vítimas, é uma referência local da região.

Em entrevista coletiva, o comandante da polícia local, Frédéric Gisler, explicou que o processo de identificação está em andamento, mas pode levar dias devido às graves queimaduras.

A procuradora-geral Beatrice Pilloud afirmou que vários recursos foram mobilizados para acelerar a identificação e fornecer respostas rápidas às famílias.

O presidente do Conselho de Estado do Valais, Matthias Reynard, destacou a gravidade do momento e pediu paciência devido à complexidade das investigações.

Com a identificação oficial ainda em atraso, familiares estão usando redes sociais, criando uma conta no Instagram para compartilhar fotos e descrições de desaparecidos. Até o momento, 39 perfis de jovens com detalhes físicos, tatuagens e roupas foram compartilhados, e a página já conta com mais de 52 mil seguidores.

Entre os familiares que buscam informações está Laetitia Brodard-Sitre, de Lutry, próxima a Crans-Montana, que procura notícias do filho Arthur, de 16 anos, desaparecido desde a véspera do Ano Novo. Ela acredita que ele pode estar hospitalizado sem identificação. Pacientes com queimaduras graves estão sendo transferidos para hospitais de diversos países europeus, a fim de garantir cuidados especializados.

A incerteza afeta toda a família: o irmão mais novo de Arthur está prestes a fazer 12 anos, e a mãe prometeu que descobrirá o paradeiro do filho.

Também está entre os desaparecidos o golfista italiano Emanuele Galeppini, de 16 anos. A família contesta a confirmação oficial da morte e aguarda exames de DNA. Outra jovem desaparecida é a francesa Charlotte N., de 15 anos, estudante no Reino Unido, cuja escola declarou estar em apoio à família, esperando por um milagre.

Detalhes sobre o incêndio

O fogo começou por volta de 1h30 no bar Le Constellation, situado próximo ao teleférico do resort de esqui em Crans-Montana. Com capacidade para cerca de 300 pessoas, o local recebia uma festa de Ano Novo quando houve uma explosão seguida pelo incêndio que se espalhou rapidamente.

Testemunhas relatam que o fogo atingiu rapidamente o teto de madeira, dificultando a evacuação. Vizinho ao local, o público e funcionários prestaram socorro imediato às vítimas.

As investigações apontam para possíveis causas envolvendo uma explosão de rojão ou faíscas de velas colocadas em garrafas de champanhe, mas descartam terrorismo ou incêndio intencional.

Ao menos 119 pessoas ficaram feridas, entre elas cidadãos de diversos países da Europa. O Ministério das Relações Exteriores da Suíça confirmou que não há brasileiros entre os mortos ou feridos.

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