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Mundo

ICE ameaça punir quem votar de forma ilegal nos EUA

Jon Cherry/Getty Images

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) publicou um aviso contundente nesta terça-feira (3/11), dia das eleições de meio de mandato, alertando que irá rastrear, prender e processar quem votar ilegalmente no país.

Em uma mensagem compartilhada na rede social X, o ICE enfatizou sua intenção de encontrar e responsabilizar eleitores que não seguirem as regras eleitorais. “Se você votar ilegalmente, nós o encontraremos. Nós o rastrearemos, prenderemos e processaremos. Não haverá escapatória”, afirmou a agência.

Este alerta ocorre em um contexto de preocupação com possíveis intimidações perto dos locais de votação. Organizações de direitos civis têm buscado na Justiça impedir a atuação de agentes federais em áreas próximas às urnas. O governo, no entanto, garantiu que membros do ICE e do FBI não atuarão como fiscais eleitorais.

Esforços do governo Trump contra votos de não cidadãos

A administração do presidente Donald Trump tem intensificado suas ações para investigar supostos casos de votação ilegal por pessoas não cidadãs nos Estados Unidos. Apesar de a lei federal proibir que não cidadãos votem em eleições federais, registros confirmados desses casos são raros.

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No dia anterior às eleições, a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou um pedido do governo para isolar cerca de 20 mil votos da Califórnia até que a cidadania dos eleitores fosse verificada. O governo alegava que os nomes desses eleitores estavam em uma lista que indicava possível condição de não cidadão.

A tentativa do governo, que já havia sido negada por tribunais inferiores, não apresentou evidências suficientes para comprovar que os eleitores eram realmente não cidadãos. Por isso, a Suprema Corte decidiu, sem divergência entre os ministros, não atender o pedido.

Eleição e cenário político

As urnas foram abertas em todos os 50 estados americanos nesta terça-feira, iniciando as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O estado de Vermont, no leste, foi o primeiro a começar a votação, seguido do Distrito de Columbia, onde está localizada a capital Washington.

Essas eleições são responsáveis por definir a composição da Câmara dos Representantes e parte do Senado, além de eleger governadores estaduais. Estão em disputa 35 das 100 cadeiras do Senado, os 435 assentos da Câmara e 36 governos estaduais.

Este pleito acontece em um momento de desgaste do governo de Donald Trump, que enfrenta críticas pela condução do país, pela guerra prolongada contra o Irã e pela alta no custo de vida.

Mais de 58 milhões de eleitores votaram antecipadamente, um número maior que o registrado no pleito de meio de mandato de 2022. Além das eleições para cargos públicos, os eleitores também votaram em propostas populares que tratam de mudanças em regras eleitorais e temas como o acesso ao aborto.

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