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sábado, 31/01/2026

Ibovespa tem melhor janeiro desde 2020 com alta de 12,56%

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O Ibovespa encerrou janeiro de 2026 com um ganho de 12,56%, o melhor resultado para o mês desde novembro de 2020. Mesmo com quedas nas últimas sessões, o índice da bolsa brasileira manteve uma valorização significativa, impulsionada principalmente pela entrada de investidores estrangeiros.

Durante o mês, o índice chegou a atingir o pico de 183.620 pontos, antes de ceder um pouco no final do período. Em dólar, o Ibovespa também apresentou crescimento, fechando o mês acima de 34 mil pontos, apesar da desvalorização do dólar frente ao real.

As ações da Petrobras e da Vale foram destaques positivos, com ganhos expressivos que ajudaram a sustentar o desempenho do índice. No setor bancário, o Bradesco chamou atenção com alta significativa ao longo do mês.

No entanto, a confiança dos investidores para a semana seguinte diminuiu, com uma maior quantidade de analistas prevendo queda do índice. Segundo Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, o fluxo estrangeiro foi responsável pelo rápido crescimento da bolsa, destacando também a criação de cotas de fundos que investem em ativos brasileiros no exterior.

Bruna Centeno, economista da Blue3 Investimentos, ressaltou que apesar das pressões em algumas ações, o Ibovespa conseguiu manter seu patamar elevado graças ao fortalecimento do capital estrangeiro.

Bruna Sene, analista da Rico, comentou que apesar da Selic relativamente alta oferecer boas oportunidades na renda fixa, o Ibovespa tem apresentado uma valorização impressionante desde o ano anterior e segue subindo em 2026.

dólar

O dólar subiu durante o dia, reagindo a fatores internacionais como a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, que diminuiu preocupações sobre interferência política na autoridade monetária dos EUA. Mesmo assim, o dólar teve recuo no acumulado do mês em relação ao real, que se valorizou.

Marcos Weigt, diretor da Tesouraria do Travelex Bank, destacou que muitos ativos que subiram rapidamente passaram por uma correção, mas reforçou a expectativa de que investidores continuarão buscando alternativas fora do dólar, como ouro, bolsas e moedas emergentes.

O real deve continuar se valorizando nos próximos meses, apesar do início do ciclo de corte de juros previsto para março, segundo o especialista.

juros

A pressão internacional interrompeu a sequência de queda nas taxas de juros futuros no Brasil, com elevações moderadas especialmente em títulos de médio e longo prazo. Dados de inflação ao produtor nos EUA acima do esperado e a nomeação de Warsh para o Fed influenciaram esse movimento.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, afirmou que a indicação do novo presidente do Fed foi vista como positiva, pois ele tem postura que reduz o risco de interferência política extrema no banco central americano.

Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, destacou que o fortalecimento do dólar ajudou a impulsionar as taxas locais. Já João Freitas, estrategista do Santander, ressaltou que o ambiente favorável ao Brasil, com forte fluxo de capital estrangeiro, deve continuar beneficiando o país.

O mercado também está atento à ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode dar mais clareza sobre os próximos cortes da taxa Selic. Análises indicam uma probabilidade significativa de redução de juros já na próxima reunião.

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