O Ibovespa teve seu melhor dia desde 30 de julho, mesmo após três semanas consecutivas de queda. Nesta sexta-feira, o índice subiu 1,85%, chegando a 171.031 pontos, influenciado principalmente pela forte valorização no setor bancário e a maior busca dos investidores por investimentos de risco globalmente.
Apesar da alta, o índice ainda acumula uma perda semanal de 0,86% e uma queda mensal de 3,91%. No exterior, fundos que investem em países emergentes também apresentaram ganhos, refletindo o apetite por risco do mercado.
A diminuição das taxas de juros locais e os anúncios do Tesouro dos Estados Unidos sobre recompra de títulos contribuíram para melhorar a liquidez global, favorecendo assim a bolsa brasileira.
Especialistas destacam que o movimento positivo é resultado da combinação da queda da pressão sobre as taxas de juros nos EUA e a dinâmica do mercado brasileiro, que depende fortemente do fluxo internacional.
Além disso, o cenário eleitoral do Brasil tem influenciado os mercados. Pesquisas recentes indicam um aumento na competitividade entre os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula, trazendo expectativas diferentes para investidores, especialmente no que diz respeito a políticas fiscais e controle de gastos públicos.
dólar
O dólar teve queda significativa, fechando a R$ 5,1451, o menor valor desde o dia 10, impulsionado por um ambiente internacional mais favorável e pela redução das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana caiu 0,93% no dia, embora tenha subido 1,21% no acumulado da semana.
O desempenho do real foi o melhor entre as moedas globais mais negociadas, o que pode ser atribuído tanto à melhora do cenário externo como às expectativas políticas internas favoráveis a uma maior estabilidade fiscal.
O índice DXY, que mede a força do dólar contra outras moedas fortes, atingiu seu nível mais baixo em meses, influenciado pela decisão do Tesouro dos EUA de ampliar a recompra de títulos de longo prazo.
juros
Os juros futuros no Brasil caíram, especialmente para vencimentos mais longos, com reduções significativas nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para 2027, 2029 e 2031. O mercado reagiu com otimismo diante da possibilidade de uma disputa presidencial mais equilibrada e da queda global do dólar.
Pesquisas eleitorais apontam para uma melhora na competitividade do senador Flávio Bolsonaro, o que eleva as expectativas de um ajuste fiscal mais rigoroso comparado a um segundo mandato do presidente Lula, que tende a manter políticas mais expansivas.
Analistas ressaltam que, embora não haja notícias econômicas específicas que justifiquem o alívio nos juros, o ambiente interno, incluindo a divulgação de membros da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, contribuiu para esse movimento.
A conjuntura política e a redução do dólar frente ao real também ajudaram a manter os juros sob controle, com expectativas de que o mercado continue reagindo às informações políticas e econômicas do país nos próximos dias.
