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Ibovespa sobe e supera 104 mil com otimismo sobre potenciais vacinas

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Resultados de testes de vacina experimental desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford animam investidores

Bolsa: Ibovespa caminha para maior pontuação desde março (NurPhoto / Colaborador/Getty Images/Getty Images).

A bolsa brasileira inciou a semana em alta, com os investidores repercutindo os resultados da potencial vacina contra o coronavírus que vem sendo desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Nesta segunda-feira, detalhes da primeira e segunda fase de testes em seres humanos foram publicados na revista científica The Lancet. Às 15h41, o Ibovespa, principal índice de ações, subia 1,26% para 104.181 pontos.

“O mercado espera que uma vacina possibilite uma retomada econômica mais rápida, reduzindo o risco de reaberturas”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

De acordo com a publicação, a potencial vacina é segura e apresenta resposta imunológica. Embora os efeitos colaterais vão desde febres a dores cabeça, eles podem ser atenuados com doses de parecetalmol. A potencial vacina já está na terceira – e última – fase de testes. Há a expectativa de que até setembro, comecem a vacina já esteja pronta para ser produzida em massa. Outra vacina experimental que tem mostrado sucesso em testes é a desenvolvida pela Pfizer em parceria com a a BioNTech. Nesta segunda, foram divulgados dados adicionais que mostram que ela também é segura e apresenta imunidade contra a Covid-19.

Outro fator que anima os investidores é a possível aprovação  do fundo para a recuperação econômica da Europa, que vem sendo discutido por líderes da União Europeia. A princípio, seria de 750 bilhões de euros, mas deve ficar em 390 bilhões de euros, segundo o que fontes contaram à agência Bloomberg.

“E expectativa era de que o pacote fosse maior que 390 bilhões de euros. Apesar disso, o mercado não recebeu a informação de forma ruim. Pelo contrário”, afirmou Lima.

Por outro lado, o ritmo de contágio do coronavírus no mundo segue minando a expectativa de uma recuperação mais forte da economia mundial no segundo semestre. Na véspera, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou o maior número de novos casos globais, com 260.000 infectados em 24h, mostrando que mesmo quatro meses após o início da pandemia, o ritmo de contágio segue mais alto do que nunca.

Além dos Estados Unidos, que possui o maior número de infectados do mundo, casos no Brasil, Índia e África do Sul foram os maiores responsáveis pelo novo recorde de infectados.

No cenário corporativo, a proposta da Tim, Vivo e Claro por ativos da Oi Móvel impulsionam as ações do setor. Na liderança do Ibovespa, figuram as ações da Tim e da Telefônica Brasil (controladora da Vivo), com respectivas altas de 7,39% e 7,19%. Fora do índice, os papéis da Oi abriram com forte valorização, de 16,5%, mas arrefeceram os ganhos, subindo 6,6%.

“A venda da parte móvel vai ajudar muito no processo de desalavancagem da Oi, que já era bastante esperado pelo mercado”, comentou Henrique Esteter, analista de renda variável da Guide Investimentos.

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Economia

Impacto da Covid na economia alemã pode ser menor do que o temido

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Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do BCE, parece ter amortecido o impacto da pandemia

Terminal portuário em Haburgo, Alemanha (Fabian Bimmer/Files/Reuters).

 

A Alemanha pode resistir à recessão provocada pela pandemia melhor do que o esperado, sugeriram indicadores do setor privado nesta terça-feira, em um sinal de esperança para a economia que tradicionalmente serve como motor de crescimento da Europa.

Com boa parte da atividade econômica ainda restringida pela Covid-19, o governo da Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do Banco Central Europeu, parece ter amortecido o impacto da pandemia.

A projeção para o Produto Interno Bruto agora é de contração de apenas 5,2% neste ano, disse o instituto Ifo, mais otimista do que sua estimativa anterior de queda de 6,7% e da previsão do banco central de contração de 7,1%.

“O declínio no segundo trimestre e a recuperação estão atualmente se desenvolvendo mais favoravelmente do que esperávamos”, disse o economista-chefe do Ifo, Timo Wollmershaeuser.

Para 2021, o instituto cortou sua previsão de crescimento de 6,4% para 5,1%, mas mesmo isso indica que a economia da Alemanha pode ficar próxima do nível pré-crise ao final do próximo ano. O BCE ainda espera que a zona do euro como um todo precise de mais um ano para compensar o declínio.

Parte da melhoria prevista partiu do consumo inesperadamente resiliente, e a associação de varejo HDE disse que espera que as vendas nominais no varejo cresçam 1,5% este ano, uma revisão para cima acentuada de sua estimativa anterior de queda de 4%.

(Reportagem de Michael Nienaber)

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O preço da gasolina da Petrobras está em linha com o mercado internacional, mas o do óleo diesel está defasado, diz especialista

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Ilan: Taxa nominal de juro hoje está bem abaixo da taxa de equilíbrio

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Precisamos que a dívida seja vista como estável ao longo do tempo. Precisamos de reforma emergencial, no curto prazo, administrativa”, diz ex-chefe do BC

Ex-presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn: “A taxa de juros não ficará em 2%, mas não voltará mais a dois dígitos” (Adriano Machado/Reuters)

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Economia

PIB argentino sofre queda histórica de 19,1% no 2º tri

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Bandeira argentina com a frase: “força, Argentina” em rua com comércio fechado em Buenos Aires. 20 de junho de 2020. (Ricardo Ceppi/Getty Images)

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou contração de 19,1% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2019, de acordo com cálculos preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec), divulgados nesta terça-feira, 22.

Em relação ao primeiro trimestre, a atividade econômica teve retração de 16,2%. No semestre como um todo, a queda foi de 12,6%.

Segundo a instituição, o desempenho negativo foi puxado pelos setores de hotéis e restaurantes, que tiveram tombo anualizado de 73,4%, seguido por atividades de serviços comunitários sociais e pessoais (-67,7%).

“As restrições globais à circulação de pessoas com objetivo de mitigar a pandemia de covid-19 afetam a um conjunto significativo de atividades econômicas em todos os países”, destaca o Indec, em relatório.

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Economia

Proposta de reforma administrativa pode ser ampliada, diz secretário

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Segundo o secretário especial de Desburocratização, o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação

Secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade (Leandro Fonseca/Exame)

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, afirmou nesta terça-feira que o governo optou por não encaminhar uma reforma administrativa que afetasse todos os servidores dos demais Poderes (Legislativo e Judiciário) para evitar o que chamou de “judicialização precoce”, mas ele afirmou que o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação.

“Não mandamos uma reforma (administrativa) pronta, mandamos um arcabouço para que aconteça o que chamamos de uma reforma da nova administração pública”, afirmou Paes de Andrade em live promovida pela corretora Necton.

A proposta de reforma apresentada pela equipe econômica no início deste mês poupou parlamentares, magistrados e militares de medidas destinadas a restringir uma série de benefícios, como férias de mais de 30 dias e aposentadoria compulsória como punição.

 

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Economia

Espanha enfrenta problema incomum: como gastar bilhões contra a crise

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Absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio para o país, que não consegue aprovar orçamento anual desde 2016 por causa de uma paralisia política

Madri, Espanha 31/7/2020 (Javier Barbancho/Reuters)

Depois de garantir uma porção generosa dos fundos de recuperação da União Europeia para combate à crise do coronavírus, a Espanha enfrenta um problema inusitado — como fazer uso de todo o dinheiro, disseram fontes do governo à Reuters.

“Esta não é uma crise de dinheiro, é uma crise de ideias”, disse uma das fontes, referindo-se a projetos de investimento concretos para ajudar a economia a sair de uma recessão recorde.

Em um país que não conseguiu aprovar um orçamento anual desde 2016 por causa de uma prolongada paralisia política, a necessidade de absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio, disseram as fontes.

A Espanha foi especialmente atingida pela pandemia. O país registrou mais de 640 mil casos de Covid-19, o maior número de infecções na Europa Ocidental, e a doença matou mais de 30 mil vidas espanholas.

A economia espanhola despencou 18,5% no segundo trimestre, contração superada na Europa apenas pelo Reino Unido.

Para ajudar a Espanha a se recuperar, o país receberá cerca de 140 bilhões de euros em subsídios e empréstimos do pacote de recuperação do coronavírus da UE, de 750 bilhões de euros.

Isso inclui 43 bilhões de euros em subsídios apenas nos próximos dois anos — o equivalente a cerca de 8% das despesas anuais.

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sábado, 26 de setembro de 2020

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