Após três dias de queda, o índice Ibovespa voltou a subir, atingindo 188.534,42 pontos, representando uma alta de 1,35%. A valorização foi impulsionada principalmente pelas ações da Petrobras e dos bancos, que tiveram um desempenho positivo e compensaram as perdas em setores como o metalúrgico.
As ações da Vale terminaram o dia com leve alta, enquanto as siderúrgicas continuaram apresentando quedas. O volume financeiro movimentado foi de R$ 29 bilhões, inferior ao registrado na véspera devido ao vencimento de opções. Na semana, o índice acumula ganho de 1,11%.
Destaques positivos incluem Axia e Hapvida, enquanto Pão de Açúcar, Raízen e WEG figuraram entre os que mais caíram.
Luiz Ormeneze, da Manchester Investimentos, explica que o mercado brasileiro se distanciou do exterior, que enfrentou queda por conta de tensões geopolíticas e balanços corporativos negativos. Ele destaca a divulgação do IBC-Br, que indicou retração menor que o esperado, reforçando a resistência da economia, especialmente pelo agronegócio.
Bruno Perri, da Forum Investimentos, complementa que o fluxo de investidores estrangeiros segue forte, beneficiando especialmente Petrobras e bancos.
dólar
O dólar recuou 0,26%, mesmo com valorização da moeda americana globalmente devido a tensões internacionais. Essa queda do dólar no Brasil foi atribuída à entrada de capital estrangeiro e maior liquidez no mercado.
O real esteve entre as moedas emergentes que se valorizaram frente ao dólar. O diretor da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, observou que a continuidade de fluxo para ativos locais favoreceu a moeda brasileira.
Além disso, foi destacada uma captação recente do Tesouro Nacional que pode ter impulsionado a oferta de dólares no mercado local. O volume de negociações no mercado futuro também foi significativo.
Ricardo Chiumento, do BS2, destacou que o resultado superior ao esperado do IBC-Br sustenta a expectativa de cautela na política de juros pelo Banco Central, o que ajuda o real. Ele indicou que o investidor estrangeiro mantém confiança no Brasil apesar de riscos fiscais e eleitorais.
juros
Os juros futuros na B3 subiram, principalmente nas taxas de vencimentos mais longos, devido a um leilão de títulos prefixados do Tesouro que adicionou prêmio de risco nesses prazos.
Enquanto os juros curtos ficaram estáveis, os rendimentos dos títulos longos foram pressionados para cima. O economista Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, comentou que a colocação de títulos em leilão aumenta o risco soberano e o prêmio exigido nas taxas futuras.
Além disso, o noticiário fiscal modesto contribuiu para moldar as expectativas das taxas de juros. O IBC-Br confirmou desaceleração na atividade sem alterações nas projeções para o PIB e política monetária, que ainda prevê cortes graduais nos juros.
O mercado monitora cuidadosamente esses indicadores para avaliar o impacto nas decisões do Banco Central.

