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quarta-feira, 04/03/2026

Ibaneis pede investigação sobre ação de policiais contra advogado no DF

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Em Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ordenou nesta terça-feira (3) que seja investigada a conduta de policiais civis durante a prisão do advogado Cláudio Martins Lourenço na 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte.

O incidente, que foi gravado em vídeo, aconteceu enquanto o advogado tentava ajudar um cliente detido. Durante uma confusão na delegacia, os policiais usaram gás de pimenta, o que fez com que o advogado fosse exposto ao produto químico.

Diante da gravidade do caso, o governador solicitou a abertura de uma ocorrência policial e um procedimento administrativo na Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal para investigar possíveis irregularidades.

Ibaneis ressaltou que o caso é sério e destacou seu compromisso na defesa dos direitos dos advogados. Ele afirmou que, se forem encontradas falhas na ação dos policiais, os responsáveis serão punidos.

Detalhes do ocorrido

O episódio aconteceu na noite de segunda-feira (2), quando Cláudio Martins Lourenço estava na delegacia acompanhando um cliente detido que, segundo relatos, teria sido agredido dentro da unidade policial.

No momento da contenção do preso, os policiais usaram gás de pimenta. Embora o advogado não fosse o alvo da ação, ele acabou sendo atingido indiretamente e permaneceu no local afirmando que estava cumprindo seu trabalho.

De acordo com a polícia, o advogado não atendeu à ordem para sair da área onde estavam outros detidos considerados perigosos. Por isso, ele foi detido e algemado, e um termo circunstanciado foi registrado contra ele.

Posição da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal está acompanhando o caso por meio da Diretoria de Prerrogativas.

O presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira, afirmou que a entidade tomou medidas imediatas com as autoridades e destacou que os direitos dos advogados são essenciais para o exercício da defesa.

A apuração administrativa ficará a cargo da Corregedoria da Polícia Civil, enquanto a ocorrência policial permitirá uma investigação criminal. O governo do Distrito Federal acompanhará o caso até o fim das investigações.

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