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terça-feira, 03/02/2026

Ibaneis nega irregularidades após encontro com Vorcaro

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Em Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarou nesta terça-feira, 3, que está completamente inocente sobre as investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Ele ressaltou que os pedidos de impeachment feitos pela oposição fazem parte do processo democrático.

De acordo com o Estadão, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que conversou diretamente com Ibaneis sobre a venda do banco para o BRB.

Ibaneis minimizou o encontro com Vorcaro, explicando que o empresário é conhecido no meio dos negócios e mantém contato com políticos. “Sabemos que esses empresários geralmente têm ligações com políticos”, afirmou durante a inauguração do Na Hora Empresarial, em Brasília.

Ele também mencionou um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Vorcaro, destacando que isso não é um problema.

Pedidos de impeachment

Os partidos PSB e Cidadania entregaram em 23 de janeiro pedidos de impeachment contra Ibaneis na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). No mesmo dia, o PSOL fez uma representação similar.

Além disso, cinco partidos – PT, Rede, PDT, PCdoB e PV – encaminharam em 26 de janeiro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido para investigar possíveis crimes e irregularidades administrativas atribuídas ao governador no caso BRB-Master. Estes partidos também pedem o afastamento de Ibaneis para garantir a transparência da apuração.

O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) que abra uma investigação contra o governador e bloqueie seus bens.

O processo sobre o Banco Master está agora no Supremo Tribunal Federal (STF), com relatoria do ministro Dias Toffoli, depois que documentos mencionando o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) foram apreendidos. Antes, o caso tramitava no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e foi levado ao STF por solicitação da defesa de Daniel Vorcaro, que citou foro privilegiado.

Em nota recente, o ministro Toffoli informou que, se ao final das investigações ficar comprovado que não há autoridade com foro privilegiado envolvida, o caso poderá voltar para a primeira instância.

Estadão Conteúdo

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