O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, respondeu ao anúncio feito pelos partidos de oposição PSB e Cidadania, que planejam entrar com pedido de impeachment contra ele, por suposto envolvimento na compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O pedido de impeachment foi motivado após o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarar em depoimento que teria se encontrado com Ibaneis em pelo menos duas ocasiões, conforme divulgado pelo Estado de São Paulo.
Ibaneis Rocha confirmou os encontros, explicando que um foi um almoço na casa de Vorcaro no Distrito Federal e o outro foi em São Paulo, durante o aniversário de um amigo em comum, mas afirmou que não discutiram o assunto da compra. “Entrei mudo e saí calado.”
O governador minimizou o pedido de impeachment vindo dos partidos PSB e Cidadania, que são liderados pelo ex-governador e atual deputado federal Rodrigo Rollemberg e pelo ex-governador e ex-senador Cristovam Buarque, respectivamente.
“Esses partidos são nossa oposição”, disse Ibaneis, lembrando episódios de corrupção envolvendo o BRB durante a administração de Rollemberg. “Rollemberg foi o pior governador do DF e seus diretores no BRB chegaram a ser presos.”
Sem pressão
Questionado sobre as acusações relacionadas à compra do Banco Master pelo BRB, Ibaneis Rocha afirmou que não se sentiu pressionado a apoiar ou realizar o negócio.
“Sou advogado e sei trabalhar sob pressão. Nunca recebi qualquer pedido neste sentido”, declarou.
Sobre as frequentes visitas do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, à Câmara Legislativa para garantir a aprovação do projeto de lei que autorizava a compra, o governador disse confiar plenamente nele. “Confiava totalmente no que Paulo Henrique me informava.”
