O Governador Ibaneis Rocha (MDB) condenou a nova tentativa de impeachment contra ele apresentada nesta quarta-feira (11) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Segundo Ibaneis, os deputados opositores estão trazendo à tona acusações antigas sem provas para prejudicá-lo politicamente. Ele afirmou que se trata de mais um pedido sem fundamentos reais ou jurídicos, classificando a ação como “politicagem baixa”. A iniciativa foi proposta pela federação Psol/Rede.
Os deputados Fábio Felix e Max Maciel, ambos do Psol, que assinaram o pedido, alegam que o governador cometeu crimes contra a probidade administrativa, uso indevido da máquina pública para benefício próprio, violação das leis orçamentárias e negligência na manutenção do patrimônio público. O pedido também conta com o apoio da presidente da sigla no DF, Giulia Tadini, e da porta-voz da Rede, Bruna Paola.
O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Reis (MDB), solicitará um parecer da Procuradoria da Casa para avaliar o pedido. Conforme relato de pessoas próximas ao deputado, o processo só seguirá adiante se for aprovado no aspecto jurídico, passando por uma Comissão Especial e, se aprovado, indo a votação no plenário. Mesmo assim, a expectativa é de que a pauta não seja facilmente incluída pelo presidente.
A Câmara também aguarda desdobramentos sobre requerimentos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar supostas ligações de Ibaneis no escândalo envolvendo o Banco BRB e operações realizadas com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. O líder do governo na CLDF, deputado Hermeto (MDB), informou que uma reunião de líderes marcada para terça-feira (9) foi cancelada e ainda não tem nova data prevista.
Oitavo pedido de impeachment
Este é o oitavo pedido de impeachment contra Ibaneis Rocha. Os sete anteriores foram arquivados por falta de evidências, segundo recomendações da Procuradoria da Casa. O presidente do PT no Distrito Federal, Guilherme Sigmaringa, afirmou que a sigla pretende renovar o pedido feito no ano passado, já nesta quinta-feira (12).
Tentativas de investigação
Além do pedido de CPI feito pela oposição no ano passado, o Partido Liberal (PL) protocolou novo requerimento na última terça-feira, liderado pelo deputado Thiago Manzoni. Para instaurar a investigação, a oposição precisa de apenas mais uma assinatura, tendo atualmente quatro. Já o PL possui oito assinaturas, necessitando de mais para aprovar o requerimento.
Para que um requerimento de CPI supere a fila de arquivados, são necessárias 13 assinaturas. O principal desafio para a oposição é a falta de alinhamento dos interesses entre os parlamentares, o que dificulta a união para aprovar qualquer uma das propostas.
O deputado Chico Vigilante sugeriu que na reunião de líderes todos os deputados assinem um dos pedidos, dividindo os cargos da comissão entre os membros para garantir um trabalho conjunto e evitar usos políticos das investigações. Procurado, o governador afirmou não se preocupar com as CPIs propostas.
