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Mundo

Iate, jato e carros de luxo são apreendidos em investigação no Paraguai

Reprodução/Ministério Público do Paraguai

O Ministério Público do Paraguai realizou uma operação que apreendeu um iate, um jato e nove carros de luxo ligados a empresários do grupo controlador do Banco Ueno, no contexto de uma investigação sobre uma possível fraude financeira que causou crise política e econômica no país.

A operação teve como alvo empresários do Grupo Vázquez, principal acionista do banco. Entre os bens apreendidos, estava um iate de luxo da marca Azimut Yachts que pertencia a Miguel Vázquez, ex-CEO do Grupo Vázquez e do Banco Ueno. Também foi apreendido um jato particular do modelo Beechcraft King Air 300, localizado no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, na cidade de Luque.

Além disso, nove carros de luxo avaliados em cerca de US$ 14 milhões foram confiscados da residência do CEO do Banco Bueno, situada em Assunção, capital do país.

O Ministério Público está investigando se a holding do Banco Ueno realizou operações financeiras irregulares, usando conexões com diversas empresas vinculadas, o que pode ter causado perdas financeiras significativas.

Os investigadores também realizaram buscas nos escritórios do Banco Ueno e em endereços vinculados ao Grupo Vázquez, onde encontraram documentos, computadores, celulares e cofres que estão sendo analisados cuidadosamente para preservar os dados contidos.

Até o momento, Miguel Vázquez e outros sete membros do conselho de administração do Banco Ueno foram presos. Eles são acusados de abuso de confiança e outros crimes relacionados a concessão ilegal de empréstimos a empresas ligadas ao próprio grupo empresarial, comprometendo a liquidez do banco.

A crise no Paraguai começou após o Banco Central decidir encerrar as atividades do Ueno Bank por insolvência, decisão que causou impacto político após um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña, que teve participação acionária na instituição financeira.

Em meio às pressões, o presidente Santiago Peña antecipou sua renúncia, que agora será avaliada pelo Congresso. A crise também levou à renúncia de Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central e antigo presidente do Banco Ueno.

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