O Hotel Social, mantido pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF), acolheu mais de 21 mil pessoas nos primeiros quatro meses de 2026. Desde sua inauguração em julho de 2025, o local já atendeu mais de 50 mil pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo pernoite gratuito, alimentação e suporte para a reinserção no mercado de trabalho.
A história de Alex Damasceno exemplifica o auxílio proporcionado pelo hotel. Ele deixou Aracaju em busca de melhores chances em Brasília, mas acabou sem recursos. No Hotel Social, recebeu acolhida digna que permitiu planejar uma nova etapa da vida. “É um apoio essencial para quem chega sem direção”, relata Alex, que atualmente tem emprego e não precisa mais do abrigo. O local é administrado pelo Instituto Mãos Solidárias e pode receber até 200 pessoas por noite, das 19h às 8h, oferecendo cama, cobertor, banho quente, jantar e café da manhã. É um dos poucos abrigos no país que aceita animais de estimação.
Daura Meneses, diretora dos Serviços de Acolhimento da Sedes, destaca a relevância do serviço para restaurar a dignidade das pessoas em situação de rua. Desde a abertura, 105 pessoas já foram inseridas no mercado de trabalho com apoio de psicólogos e assistentes sociais que auxiliam na obtenção de empregos ou no retorno para suas cidades de origem.
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem investido no Plano Distrital para a População em Situação de Rua, que foi oficializado em maio de 2024 após projetos-piloto na Asa Sul e Taguatinga. São realizadas ações semanais para buscar e atender essas pessoas no Plano Piloto, Vila Planalto, Ceilândia e Águas Claras, oferecendo assistência social contínua.
Em julho de 2025, a governadora Celina Leão, em exercício, assinou o decreto que criou o programa Acolhe DF. Ele oferece tratamento para dependentes de drogas, álcool e tabaco, com uma linha de atendimento específica e ampliando as ações já existentes para acolher melhor essas pessoas.
