O Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) registrou uma queda nas atendimentos durante o Carnaval de 2026. Entre sábado (14) e terça-feira (17), o hospital atendeu 217 pacientes, quase 10% a menos que no mesmo período em 2025, quando foram 241 atendimentos.
Um dado importante foi a ausência de casos envolvendo armas de fogo. No Carnaval anterior, foram atendidos seis casos desse tipo, enquanto neste ano não houve nenhum. Já os atendimentos relacionados a armas brancas aumentaram de três para seis.
O HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é referência em trauma para o Distrito Federal e a Região Centro-Oeste. A redução dos atendimentos acompanha os dados das forças de segurança pública durante o Carnaval.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos de Carnaval e nas estações de transporte público. As ações resultaram na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos que poderiam ser usados como armas e uma arma de fogo.
Para o chefe do Centro de Trauma do Hospital de Base, Renato Lins, o aumento da segurança contribui para um ambiente mais calmo nas emergências, mas a equipe está sempre pronta para atender. “A segurança reforçada traz mais tranquilidade para o pronto-socorro, mas estamos sempre preparados para atender as pessoas do DF em qualquer situação. O Hospital de Base é uma referência em trauma no Distrito Federal e no Centro-Oeste, e temos orgulho do trabalho que fazemos aqui”, afirma.
A maioria dos casos foi de menor gravidade, como acidentes domésticos e outras situações diversas. A principal causa de atendimento foi queda da própria altura, com 53 casos. Acidentes de trânsito representaram 46 atendimentos, quedas de grande altura somaram 19 casos e outros tipos de agressão chegaram a 37 ocorrências.
Informações fornecidas pelo IgesDF.

