Na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), também chamada de Colmeia, localizada no Gama, ocorre uma transformação administrativa e penal que está mudando o cenário da convivência e do crime. Antigamente, a prisão era destinada exclusivamente a mulheres cisgênero, mas agora também recebe mulheres transexuais. Porém, certos artifícios usados por trans fakes têm gerado conflitos em relação à Lei de Execução Penal (LEP), além de comprometer a segurança de servidoras e internas.
Cartas escritas por mulheres presas na unidade relatam que diversos homens cisgêneros têm sido colocados em celas femininas após se identificarem como mulheres trans, burlando assim as normas e entrando no sistema prisional feminino. Essa falsidade tem como objetivo principal obter melhores condições dentro do ambiente carcerário, sem considerar o impacto negativo para o movimento trans.
Informações oficiais da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação, indicam um aumento significativo no número de pessoas que se autodeclaram trans: em 2023 havia 19 internas transexuais na unidade, número que subiu para 86 em setembro do ano passado, um crescimento de 353%.
Somando-se os homens cis do regime semiaberto e da ala psiquiátrica, que também estão na Colmeia, o total de detentos do sexo masculino chega a 155, representando cerca de 13% da capacidade da prisão, que tem 644 mulheres. Essa situação está gerando tensões e questionamentos sobre a administração da unidade.

