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Um homem de 48 anos passou a ser acusado formalmente por ter assediado uma adolescente de 14 anos dentro de um pequeno mercado em um condomínio na cidade de Sorocaba, São Paulo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público nesta semana. O processo corre em segredo de justiça devido à menor idade da vítima, por isso não foram divulgadas mais informações.
O Ministério Público não quis comentar detalhes da denúncia, afirmando que o caso é confidencial e o acesso às informações está restrito às partes envolvidas e seus advogados.
Segundo o registro policial, o crime ocorreu em 24 de fevereiro. As imagens de câmeras de segurança mostram o acusado entrando no mercadinho enquanto a adolescente estava no local. Ele está ao telefone e permanece parado alguns segundos enquanto a jovem escolhe um refrigerante.
Em seguida, ela tenta se afastar, mas o homem se aproxima e toca seu corpo contra o dela várias vezes, fazendo comentários. Depois, ele deixa o local.
O caso foi registrado na Delegacia da Mulher de Sorocaba e segue sob investigação secreta. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que a vítima passará por escuta especializada nos próximos dias.
Embora tenha sido indiciado, o suspeito aguarda o andamento do processo em liberdade. A defesa do homem não foi localizada para comentar.
Após a repercussão, o acusado foi demitido da Companhia Brasileira de Alumínio, onde trabalhava e usava uniformes da empresa no momento do assédio. A empresa declarou que repudia qualquer ato que desrespeite e prejudique outras pessoas.
Denuncie casos de violência
Se alguém presenciar agressão contra mulheres, deve ligar para 190 e denunciar imediatamente.
A Lei Maria da Penha protege mulheres contra violência doméstica, que na maioria das vezes acontece por parceiros ou ex-parceiros, e também familiares.
Além do 190, há o número 180 para atendimento à mulher, o Disque 100 para denúncias de violação dos direitos humanos e o aplicativo Direitos Humanos Brasil. A página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) também recebe denúncias.
Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para registrar a denúncia.

