Adriano Veras Sousa, motorista de 39 anos morador de Samambaia, passou por um problema grave de saúde em outubro de 2024 que o deixou tetraplégico. Depois de 12 dias com o intestino parado, ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia e depois encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) para uma cirurgia. Infelizmente, seu estado piorou, resultando na perda dos movimentos abaixo do pescoço, uma traqueostomia e paradas no funcionamento do coração e pulmões, além de inchaço no cérebro.
Durante meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HRT, Adriano estava consciente, mas não conseguia falar, andar, comer ou beber. Ele se comunicava apenas com sons, enquanto a equipe médica cuidava para que ele estivesse confortável. Pensava sempre em sua família – mãe, esposa e filho – o que lhe dava forças para continuar lutando e voltar a jogar bola com o filho.
Com grande apoio da família e dos profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Adriano começou um tratamento de reabilitação. Ele reaprendeu a falar, comer sozinho, ir ao banheiro e realizar tarefas simples, como escolher algo para assistir na TV ou fazer transferências pelo celular. Agora, na Policlínica de Taguatinga, já consegue dar alguns passos, apesar das limitações.
A equipe médica, incluindo o fisioterapeuta neurofuncional Hudson Azevedo Pinheiro, ficou surpresa com a evolução. Recentemente, um exame mostrou pouca força nos músculos, principalmente das pernas, mas nas últimas semanas, Adriano conseguiu ficar em pé e andar alguns passos com a ajuda de talas preparadas para auxiliar na caminhada. Cada pequena vitória é comemorada nas sessões de reabilitação.
Simultaneamente, no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), médicos investigam possíveis causas genéticas ou autoimunes para o problema que causou a obstrução intestinal, o inchaço no cérebro e as paradas cardíacas e respiratórias. Adriano recebe visitas constantes do pai, mãe, irmão, esposa e filho, e agora valoriza coisas simples, como tomar banho de chuveiro, algo que não acontecia há mais de um ano.
Embora não seja possível saber se ele voltará a andar longas distâncias, dirigir ou jogar futebol, Adriano está em casa, vive e celebra sua vitória ao lado da família.
