Durante depoimento à Polícia Civil, o motorista de aplicativo que assassinou sua ex-esposa com uma facada no pescoço dentro do carro admitiu ter se recusado a ajudar a vítima. O crime ocorreu nesta segunda-feira (9/3), na DF-128, em Planaltina (DF).
Com frieza e sem demonstrar arrependimento, Wellington de Rezende Silva, 43 anos, relatou que a mulher pediu ajuda e mencionou os filhos do casal, mas ele ignorou o pedido. “Ela já estava sangrando muito, e eu disse: ‘Ela vai morrer'”, contou à polícia.
O policial, incrédulo, perguntou se, mesmo sangrando, ela continuou pedindo socorro. Wellington respondeu: “Ela apenas sangrava muito, e eu pensei: ‘Não tem mais nada a fazer aqui’.”
Luana Moreira deixou dois filhos e uma filha menor. Ela pretendia fazer uma viagem com a filha para Porto Seguro. Luana, que trabalhava como manicure, tinha 41 anos.
Ao ser questionado sobre arrependimento, Wellington afirmou: “Sim, muito”, mas manteve o semblante sério. No final do depoimento, confirmou que ligou para um homem, suposto companheiro de Luana, para comentar mensagens encontradas no celular dela.
Ele estava sem camisa no depoimento, explicando que utilizou a blusa ensanguentada para cobrir o rosto da vítima.
O delegado-chefe Richard Valeriano informou que o suspeito confessou o crime, alegando “ciúmes intensos”. Wellington acreditava que Luana tinha um novo relacionamento.
Ele foi até o Jardim Ruiz buscar Luana, onde ela morava com uma amiga, que tentou alertá-la para não entrar no veículo.
