O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu transformar a prisão temporária de um homem em prisão preventiva. Ele foi acusado de prender sua companheira e o filho recém-nascido contra a vontade deles, ameaçando-os de morte, no Itapoã, Distrito Federal.
A audiência de custódia aconteceu na sexta-feira, 27 de março, pelo Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC), sem a presença do acusado, porque ele estava internado no Hospital Regional do Paranoá após ser detido em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Segundo os documentos do caso, o homem manteve as vítimas presas por várias horas, usando-as como escudo humano durante as negociações com a polícia. Após um longo tempo sem se entregar, os policiais entraram no local e conseguiram controlar o suspeito usando força proporcional, com uma pistola de elastômero e uma pistola elétrica.
O juiz analisou a prisão em flagrante e as provas anexadas, encontrando evidências suficientes da culpa do homem. A transformação da prisão temporária em preventiva foi feita para garantir a segurança pública e proteger as vítimas, devido ao comportamento agressivo do acusado.
Além disso, com base na Lei Maria da Penha, o juiz ordenou Medidas Protetivas de Urgência para proteger a companheira e os filhos menores do casal. Essas medidas incluem afastar o homem da casa, proibir que ele chegue a menos de 500 metros das vítimas, impedir qualquer tipo de contato e vedar a ida ao endereço da família.
O processo está registrado no PJe1 sob o número 0701654-38.2026.8.07.0021.
*Com informações do TJDFT

