São Paulo, SP (UOL/FOLHAPRESS)
Um homem foi preso em Londrina, no Paraná, nesta quinta-feira (19), suspeito de ter matado uma menina em 2006. A prisão ocorreu após uma denúncia de outro crime feita pela ex-enteada dele.
Martônio Alves Batista, 55 anos, morava perto de Giovanna dos Reis Costa, que foi encontrada morta em 2006 em Quatro Barras, na região de Curitiba. Embora tenha sido investigado na época, ele não foi considerado culpado pela polícia naquele momento.
A polícia chegou até Martônio este ano, depois que sua ex-enteada o denunciou por abusos sexuais que ela sofreu por quatro anos quando criança, em 2025.
Ela relatou que o homem ameaçava fazer o mesmo mal que fez com Giovanna para que ela não contasse sobre os abusos, segundo as investigações.
O caso foi reaberto após a denúncia, e novas provas surgiram. A polícia pediu a prisão preventiva de Martônio, com base nos elementos encontrados, como fios e sacolas na casa dele.
Martônio Alves Batista tem histórico de crimes sexuais, incluindo suspeitas de esconder uma câmera em um banheiro feminino onde trabalhou. O advogado do acusado afirma que ele foi absolvido em um dos processos.
O homem preferiu ficar em silêncio durante o depoimento após ser preso. A expectativa é uma audiência de custódia para verificar a legalidade da prisão preventiva, que está sendo contestada pela defesa.
O advogado Eduardo Caldeira defende a soltura do cliente, alegando que o caso é antigo e que a prisão foi feita de forma apressada devido ao risco de prescrição dos crimes.
Morte de Giovanna
Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, desapareceu em 10 de abril de 2006, enquanto vendia rifas em Quatro Barras, região de Curitiba. Seu corpo foi achado dois dias depois enrolado em sacos plásticos e amarrado com fios.
A perícia constatou sinais graves de violência sexual e asfixia como causa da morte.
Na época, a polícia suspeitou que o crime teria ligação com um ritual de magia, com participação de uma mulher cigana e outras duas pessoas, que chegaram a ser presas e depois absolvidas em júri popular.
O caso ficou sem solução até agora.

