Rodney Johnston, um homem de 67 anos, foi sentenciado à prisão perpétua, com um tempo mínimo de cumprimento de 16 anos, após ser condenado por obrigar uma mulher a manter relações sexuais com mais de 100 homens desconhecidos ao longo de 30 anos.
O Tribunal da Coroa de Norwich, no leste da Inglaterra, proferiu a sentença nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026.
A vítima, cuja identidade foi preservada legalmente, declarou após o julgamento: “Pela primeira vez em décadas, estou livre.”
Rodney Johnston foi julgado e considerado culpado por três acusações de aliciamento para relações sexuais mediante ameaças ou intimidação, duas acusações de indução à prática de atividade sexual sem consentimento, e uma acusação de intimidação de testemunha. Houve também uma acusação de estupro, porém o júri não chegou a uma decisão unânime, e essa acusação foi arquivada.
O julgamento durou oito semanas e terminou em setembro de 2025.
A juíza Alice Robinson, ao proferir a sentença, ressaltou a gravidade do crime e mencionou vários fatores agravantes, inclusive a recusa do réu em assumir responsabilidade pelo ocorrido. Segundo ela, Johnston representa um risco vitalício para a vítima.
Abusos e exploração
O tribunal concluiu que Johnston explorou sexualmente a vítima entre 1994 e 2024, obrigando-a a manter relações sexuais com homens desconhecidos enquanto ele filmava e fotografava os abusos. Caso a vítima recusasse, ela era ameaçada ou punida.
Os encontros aconteciam em locais isolados, como bosques, veículos e quartos de hotel reservados previamente.
Estima-se que mais de 100 homens tenham participado dos abusos. Durante a investigação, foram apreendidos aproximadamente 30 mil vídeos e imagens que documentavam os crimes.
Depoimento da vítima
A vítima explicou que obedecer às ordens era mais fácil do que enfrentar as consequências da desobediência. “Eu não tinha voz, não tinha escolha”, relatou.
Ela descreveu sentir-se suja, usada, degradada, humilhada e aterrorizada, referindo-se ao agressor como “um monstro”.
