O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou Kelsen Oliveira de Macedo pelo feminicídio de sua companheira Diana Faria Lima, de 37 anos. A pena aplicada foi de 30 anos de reclusão, cumpridos inicialmente em regime fechado.
Os jurados aceitaram todas as qualificadoras propostas pelo Ministério Público: crime motivado por razões torpes, uso de meio cruel e cometido contra a mulher em contexto de violência doméstica.
O assassinato ocorreu na madrugada de 15 de janeiro de 2024, na casa do casal no Setor M, em Ceilândia. O relacionamento entre Kelsen e Diana era marcado por episódios repetidos de agressão.
Na noite do crime, o réu praticou diversas agressões físicas, principalmente na cabeça e rosto da vítima, que resultaram em sua morte. Durante o ato, ele obrigou Diana a se despedir da mãe, fato considerado gravíssimo pelo tribunal. Apesar de Kelsen ligar para os bombeiros alegando que a vítima teria sofrido um acidente após consumir drogas, a verdade dos fatos foi confirmada no julgamento.
Kelsen já possuía três condenações anteriores relacionadas a violência doméstica contra Diana. Tais antecedentes evidenciam o aumento das agressões que resultaram no feminicídio.