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domingo, 31/08/2025

Homem cresce 24cm após cirurgia dolorosa

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O influencer alemão Leon Otremba decidiu enfrentar um procedimento raro e arriscado que poucos aceitam e cuja recomendação médica é quase inexistente. Insatisfeito com sua altura de 1,71 m, ele realizou duas cirurgias de alongamento ósseo nas pernas em menos de dois anos, alcançando 1,95 m, mas suportando dores intensas.

O método empregado exigiu a fratura dos ossos das pernas, seguida da inserção de hastes metálicas que possibilitam o crescimento gradual do tecido ósseo. Normalmente indicado para tratar deformidades ou malformações ósseas, Leon se submeteu ao procedimento por motivos estéticos. Durante a recuperação ficou meses utilizando cadeira de rodas e muletas.

“Foi uma transformação na minha vida”, declarou Leon em vídeo no Instagram, onde compartilhou cada etapa do tratamento. “Sempre precisei olhar para cima ao falar com as pessoas. Agora, eu olho para baixo, crescendo conforme me sinto feliz”, acrescentou.

Apesar de comemorar o aumento de mais de 23 cm, Leon ressaltou que a experiência foi acompanhada de dor forte, limitações físicas e noites sem descanso.

A primeira cirurgia

A primeira intervenção ocorreu em 2023, quando o fêmur foi ampliado em 10 cm com hastes internas e fixadores externos presos por pinos que atravessaram os ossos e a pele. O processo exigiu ajustes diários de cerca de 1 mm para aumentar gradualmente o espaço entre os ossos em cicatrização. Leon passou seis meses com esses fixadores, período no qual a limpeza da área foi fundamental para evitar infecções.

“A dor foi extrema. Foi muito difícil. Eu só desejava que os dias passassem e conseguir dormir pelo menos oito horas, coisa que não acontecia. Dormia no máximo três ou quatro horas por noite e, depois de meses assim, era enlouquecedor”, relatou ele. Após a cirurgia, o tratamento incluiu intensas sessões de fisioterapia e o uso de bengalas e muletas.

O segundo procedimento

Encantado com o resultado, Leon passou por uma segunda cirurgia no início de 2025, para alongar a tíbia, o osso da canela, utilizando método intramedular. Essa técnica não envolve fixadores externos, mas usa um pino com mecanismo acionado pelo pé para afastar lentamente o osso. Mesmo sendo menos invasiva, a recuperação exigiu fisioterapia intensiva e reaprender a andar.

Leon descreveu a dor após esta cirurgia como suportável, dando nota três de dez à sensação, e reforçou que está em recuperação, mas pensa em realizar novos alongamentos no futuro. Ele também relatou ter treinado bastante para recuperar a mobilidade.

Motivação e riscos

A decisão de Leon não foi impulsiva; ele revelou que a baixa estatura causava sofrimento emocional e o fazia sentir-se humilhado. No entanto, especialistas alertam que o procedimento traz muitos riscos, não sendo recomendado para fins estéticos. Segundo o ortopedista Luciano Miller, do Hospital Albert Einstein, a técnica pode causar fraturas, lesões musculares, infecções e desequilíbrios corporais, já que só as pernas são alongadas, afetando a biomecânica do corpo.

Portanto, o alerta é claro: o procedimento possui riscos elevados e normalmente é indicado apenas para correções funcionais muito específicas.

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