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Homem bota fogo em casa após brigar com a mulher e morre no DF

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Um homem botou fogo na casa em que morava com a mulher e os três filhos em Ceilândia, no Distrito Federal, na madrugada deste domingo (14) depois de uma discussão do casal. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele tinha 55 anos e morreu asfixiado. A mulher e as crianças foram resgatados por um primo.

A família morava em um barraco de alvenaria de dois cômodos, que ficava no mesmo lote da casa da mãe da mulher, no P Norte. A discussão teria começado às 2h, depois que ela voltou da residência vizinha.

Segundo testemunhas, o homem usou um isqueiro para colocar fogo na mangueira do gás da cozinha depois que ela foi dormir. As razões para a briga não foram informadas.

A mulher e os três filhos foram levados para a casa da mãe. O caso foi registrado na 19ª Delegacia de Polícia.

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Ao menos cinco acidentes travam o trânsito em vias do DF nesta terça

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Colisão entre caminhão e carro provocam congestionamento no Eixo Monumental na manhã desta terça-feira
(foto: Divulgação/CBMDF)

Na madrugada desta terça-feira (8/10), por volta das 3h, um caminhão saiu da pista na BR-020, no sentido Planaltina-Plano Piloto. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apenas a cabine permaneceu na rodovia e a carreta saiu do asfalto. O acidente foi na altura do km 20, em cima da ponte sobre o Ribeirão Mestre D’Armas, no sentido Brasília.

A PRF atua no local e, até a última atualização desta matéria, uma faixa estava interditada, sem previsão de liberação. Mais à frente, no mesmo sentido, um veículo de passeio também tombou e saiu da pista. Nenhuma das ocorrências resultou em vítimas. A recomendação da PRF é que os motoristas evitem o trecho e desviem por dentro de Planaltina e pela Estância Mestre D’Armas.

Pelo menos outros três acidentes travam o trânsito em vias do DF. No Eixo Monumental, o Corpo de Bombeiros (CBMDF) atendeu uma colisão entre caminhão e carro de passeio. Duas viaturas e nove militares participaram no atendimento. O caminhão era dirigido por um homem de 47 anos quando colidiu na traseira de um Toyota Corolla. No carro, estavam uma mulher de 86 anos e um homem de 70. Nenhum dos envolvidos se feriu.

O acidente ocorreu por volta das 6h50, próximo ao prédio do Ministério Público e impactou o fluxo de carros no centro da capital. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) também atuou no local. De acordo com os bombeiros, foram registradas 17 ocorrências de acidentes nas rodovias do DF nesta manhã.

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Volta das chuvas é ameaça para moradores de 41 áreas de risco no DF

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Chuvas na capital serão mais frequentes a partir da próxima semana. Com elas, estão previstos transtornos como inundações e desabamentos. Órgãos locais se preparam para atender às ocorrências

CORPO DE BOMBEIROS/DIVULGAÇÃO

Com a chegada do período chuvoso na segunda quinzena deste mês, a população do Distrito Federal precisa tomar cuidados em áreas de risco e em locais com histórico de enchentes. Apesar de o aumento das chuvas não ser uma surpresa, o subsecretário da Defesa Civil, da Secretaria de Segurança Pública do DF, coronel Sérgio Bezerra, reconhece que problemas vão ocorrer.

“Acontece alagamento, inundações, desabamentos e escorregamento de encosta. Isso é certo. Quando vai acontecer, não sabemos. Mas vai ocorrer, porque houve uma ocupação desordenada, em locais de declive, sem sistema de drenagem. Casas foram construídas em cima de redes de esgoto. Tudo isso é indicativo de problema. Não tem como fugir dessa realidade.”

Conforme o último mapeamento da Secretaria de Segurança Pública, de 2018, Brasília tem 41 áreas de risco em 19 regiões administrativas. Nelas, 5.367 residências vulneráveis foram mapeadas.

Ainda de acordo com a pasta, as remoções de moradores ocorrem em ocasiões de “risco iminente de acidente ou desastre”. A maioria das pessoas, segundo a pasta, vai para a casa de familiares. A Defesa Civil conta com barracas que podem abrigar até 40 famílias. Outras opções são o abrigo público de Taguatinga e o aluguel social para pessoas prejudicadas pelas chuvas oferecido pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

Plano de contigência

Segundo o subsecretário coronel Bezerra, o governo está mobilizado para atender a prováveis ocorrências. O plano de contingência inclui órgãos como as administrações regionais, a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e a Secretaria de Obras. A ideia é mobilizar recursos humanos e materiais, de maneira articulada, para minimizar os danos.

A Secretaria de Obras informa que, em parceria com a Novacap, adota medidas preventivas, como a limpeza e manutenção das bocas de lobo. Até o momento, mais de 99 mil operações de limpeza de bocas de lobo foram feitas em 2019, segundo a pasta.

Tesourinhas

Em relação aos constantes alagamentos das tesourinhas no Plano Piloto, em especial na Asa Norte, o governo informou que, por falta de recursos financeiros para obras de drenagem, está investindo em medidas paliativas, como a abertura de novas bocas de lobo, a limpeza das existentes, a instalação de meios-fios vazados, a melhoria das curvas de nível e o rebaixamento dos gramados.

Dono de um pet shop na 110 Norte, Edimar Gonçalvez, 49 anos, vive os transtornos das chuvas nas tesourinhas das Quadras 110 e 210 todos os anos. “É só chover, e a gente não passa. Ninguém aguenta. Uma vez, meu carro quase ficou submerso. Ainda bem que eu consegui sair logo. Quando a água vem, você a encontra logo de frente. Teve carro que já ficou boiando. Eu acho que é uma das piores tesourinhas que tem [a da 110 Norte].”

Antonio Brito, 51, gerente de uma padaria na 202 Sul, se recorda da vez em que a chuva trouxe prejuízos ao comércio onde trabalha, em função das tesourinhas nas proximidades e das bocas de lobo sujas. “Alagou a produção. Até freezer ficou boiando lá embaixo (da padaria). Depois disso, tomamos outras providências. Subimos mais a ventilação para a água não descer por ela. Ainda assim, ficamos com medo. Se der uma chuva bem forte mesmo, a tesourinha não dá conta de escoar a água”, conta.

O professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) Sergio Koide alerta para a importância de obras de grande porte. “Houve algumas melhorias, mas se cair uma chuva forte, o que foi feito não vai ser suficiente. Então, a gente continua tendo problema nos mesmos lugares dos anos anteriores.”

O pesquisador ressalta que as quadras 700 e 900 do Plano Piloto foram muito urbanizadas nos últimos anos e que grandes serviços de drenagem não foram feitos. “As obras ainda são quase da época da construção de Brasília. Foram projetadas com parâmetros da época, hoje insuficientes”, diz.

O que fazer

A Defesa Civil orienta que, ao perceber que as edificações podem ser afetadas, as pessoas devem sair imediatamente e avisar o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, e a Defesa Civil, pelo telefone 199. Também é importante enviar, por mensagem, o CEP do local onde mora para o telefone 40199 para que seja possível receber alertas de chuvas.

Locais mais vulneráveis

 
Territórios considerados de risco pela Secretaria de Segurança do DF:
  • Com declive acentuado
  • Próximos a córregos e demais cursos d’água
  • Sem sistemas de drenagem de águas pluviais (ou com sistemas precários)
  • Sem saneamento básico
  • Com edificações frágeis
  • Com invasões ou ocupações em áreas de proteção ambiental
  • Com acúmulo de resíduos sólidos (entulho e restos de obras) em locais inadequados
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Controladoria do DF detecta falhas na gestão da Rodoviária Interestadual

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Relatório da Controladoria-Geral do DF detectou 14 problemas na gestão do terminal interestadual. Nove pontos são considerados graves. De acordo com o órgão, há indícios de prejuízo ao erário

Acordo de gestão do terminal foi firmado em 2008 e tem duração de 30 anos
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)

Um relatório da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) constatou diversas falhas no contrato de gestão da Rodoviária Interestadual, firmado em 2008 e com duração de 30 anos. Dos 14 pontos problemáticos identificados, nove são considerados graves. Na análise do órgão, há indícios de prejuízos ao erário — por deficiências na fiscalização e na execução do acordo.

A auditoria destaca a possibilidade de o valor repassado ao governo local como contrapartida pela ocupação e gestão do espaço ser menor do que o devido. De acordo com o contrato, o consórcio tem de transferir mensalmente 1,5% da renda bruta obtida com o empreendimento.
A apuração da Controladoria mostrou que não há detalhamento da receita obtida pelo consórcio com a administração do terminal. Na prática, o consórcio apenas informa o montante arrecadado no período. “Não são encaminhados relatórios de detalhamento/composição de cada receita e nem os documentos que dão origem às receitas arrecadadas no mês”, diz a CGDF no relatório. A ausência da documentação foi observada de 2010 a 2018.
Nesse caso, a Controladoria esclareceu que há falhas também dos órgãos governamentais no acompanhamento e na fiscalização da receita obtida. A CGDF recomendou a exigência de que o consórcio apresente, todo mês, detalhes do faturamento bruto obtido, com documentos que deem sustentação aos números.
Ainda de acordo com a auditoria, não há acompanhamento da qualidade dos serviços prestados pelo consórcio. “A gestão do contrato carece de metodologia para o acompanhamento da execução contratual quanto à prestação dos serviços públicos gerados pela concessionária”, diz o texto.
Outra questão levantada pela Controladoria-Geral do DF é a falta de um termo aditivo para reequilibrar economicamente o contrato. Isso porque a taxa máxima de construção do terreno aumentou, o que resultou em valorização da área. Segundo avaliação da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), o valor subiu de R$ 51,2 milhões para R$ 72,5 milhões. Para a CGDF, as mudanças são suficientes para que seja feito um termo aditivo no contrato de concessão.

Tarifas

Outro ponto falho no contrato, de acordo com o órgão de controle, é a demora excessiva para conceder reajuste na tarifa de embarque do terminal, que poderia ser alterada anualmente.
A apuração mostrou que o atraso no governo para analisar pedidos de aumento — papel da Secretaria de Mobilidade — impacta diretamente nas receitas e na manutenção dos serviços prestados. “Ressalta-se que a demora na análise e publicação dos reajustes tem impacto direto na arrecadação do Percentual de Outorga Percentual (taxa repassada ao governo), ocasionando perdas diárias nas receitas.”

Outro lado

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o Consórcio Novo Terminal, responsável pela gestão da Rodoviária Interestadual, afirma que, desde o início de gestão, está em total cumprimento com as determinações feitas pela Controladoria-Geral. “Os documentos que comprovam essas entregas, bem como os protocolos que atestam as solicitações em andamento, permanecem à disposição dos órgãos competentes”, diz o texto.
O consórcio destaca também que o terminal tem certificado ISO 9001 desde o primeiro ano de operação. “A certificação é renovada todos os anos, e esse processo exige que a empresa seja submetida a uma rigorosa auditoria que avalia e garante a conformidade do sistema de gestão aplicado.”
Também em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade informou que substituiu a Comissão Executiva do contrato e notificou o consórcio para sanar as falhas identificadas pela Controladoria-Geral.
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