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terça-feira, 17/03/2026




Homem agride mulher após rejeitar cantada no Rio de Janeiro

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UOL/FOLHAPRESS

Uma mulher foi agredida por dois homens em uma casa de shows em Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, depois de negar uma cantada feita por um dos suspeitos.

Érica de Aguiar da Conceição, 32 anos, estava com sua namorada, conhecida apenas como Bruna, quando foi atacada. Informações da Polícia Civil do Rio dizem que o caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (9) e está sendo investigado.

Érica está internada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, com traumatismo craniano, três costelas fraturadas, um hematoma no rim e fraturas no rosto, conforme o relato de Bruna à TV Globo.

O estado de saúde de Érica é estável, conforme comunicado da Prefeitura de Maricá.

Bruna e Érica estavam em um show no Pier 021 Lounge, no centro de Maricá. Durante a festa, dois homens se aproximaram delas e um tentou importuná-las com uma cantada, que foi recusada por Érica.

Após a rejeição, os homens começaram a assediar o casal, fazendo gestos e insultos homofóbicos.

Um dos homens agrediu Bruna com um soco no rosto. A segurança do local interveio e retirou os agressores, mas também retirou as mulheres, segundo relato de Bruna.

Já fora do estabelecimento, a confusão continuou e Érica foi espancada até desmaiar, com cortes e sangramento na cabeça. Agressões ocorreram diante de testemunhas que não intervieram, conforme relato de Bruna.

Até o momento, ninguém foi preso. A 82ª DP de Maricá investiga o caso.

O governo do Rio acompanha o caso e o Programa Rio Sem LGBTIfobia repudiou a violência, prestando apoio às vítimas e pedindo justiça.

O programa classificou a agressão como tentativa de feminicídio motivada por lesbofobia, lembrando que a LGBTIfobia é crime e que mulheres lésbicas e bissexuais continuam sendo vítimas de violência motivada pelo ódio e preconceito.

Posição da casa de shows

A casa de shows Pier 021 Lounge informou que a agressão começou dentro do estabelecimento. A casa retirou os agressores para evitar mais confusão e proteger todos presentes.

A casa nega ter expulsado o casal, afirmando que as vítimas saíram por vontade própria. No lado externo, a discussão continuou e as agressões ocorreram. Funcionários tentaram ajudar e chamaram socorro.

Imagens das câmeras de segurança foram entregues à polícia para ajudar na identificação dos agressores. A casa está à disposição para colaborar com as investigações.

O estabelecimento repudiou toda forma de violência, preconceito e intolerância, especialmente contra mulheres, e reafirmou compromisso com o respeito à diversidade e à dignidade humana.

Orientações para casos de violência

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, gratuitamente, incluindo ligações do exterior.

Também é possível denunciar via WhatsApp (61) 99656-5008, pelo Disque 100 ou pelo Disque Denúncia local.

Vítimas podem solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.

LGBTfobia é crime

Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal equiparou crimes de LGBTfobia e transfobia ao crime de racismo, incluindo agressões motivadas por orientação sexual ou identidade de gênero na Lei de Racismo (Lei nº 7.716/1989).

Especialistas recomendam que vítimas guardem provas como vídeos, áudios e mensagens para auxiliar na investigação.

Como denunciar

  • Registrar boletim de ocorrência em delegacias ou pela internet;
  • Procurar delegacias especializadas, como o Decradi em São Paulo;
  • Em caso de flagrante, ligar 190;
  • Denunciar pelo Disque 100 ou Disque Denúncia da cidade.




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