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domingo, 31/08/2025

Homem acusado de matar namorada com tiro no peito será julgado no DF

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Franco William de Lima Macedo foi denunciado por matar sua ex-namorada, Paloma Jenifer Santos Ferreira, no dia 26 de setembro de 2024, e deve enfrentar um julgamento popular. A confirmação veio do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) nesta última sexta-feira (11/7).

Paloma Jenifer, mãe de uma menina de 4 anos fruto da relação com Franco William, foi baleada no peito e não sobreviveu. Segundo o juiz responsável pelo processo, o crime ocorreu devido a um sentimento de posse que Franco William tinha sobre a vítima.

Paloma tinha 26 anos e era alvo constante de violência doméstica e ameaças feitas pelo então companheiro, conforme depoimentos colhidos no processo.

Apesar de Franco William alegar que o disparo foi acidental, a investigação revelou indícios contrários, incluindo relatos de violência doméstica, a localização do ferimento, o comportamento após o crime e a perícia da arma de fogo.

Detalhes do Caso

O crime ocorreu na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires. Após atirar em Paloma Jenifer, Franco William fugiu para a residência do pai, onde foi encontrado horas depois e permanece detido.

O casal manteve um relacionamento de aproximadamente três anos e teve uma filha, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com limitações na fala.

Depoimentos no Processo

  • Uma irmã da vítima relatou que Franco William praticava atos de violência física, psicológica e financeira contra Paloma.
  • Relatou ainda que ele ameaçava a vítima com uma arma de fogo e que a filha do casal apresentava sofrimento noturno intenso.
  • Outra testemunha contou que Paloma sentia medo do namorado, que também ameaçava a criança.
  • O pai de Franco William narrou que o filho chegou em casa em estado de desespero, confessou o disparo, e confirmou que a arma atingiu Paloma.
  • Ele descreveu o acusado como uma pessoa exemplar e educada, mas destacou que o filho enfrentava problemas com entorpecentes, o que piorou no dia do crime.

Franco William afirmou que o disparo foi acidental, pois acreditava que a arma estava sem munição. Ele disse ter tentado socorrer a vítima, mas ela morreu rapidamente. Admitiu também ter levado a arma consigo após o ocorrido, descartando as balas em seguida.

Por fim, expressou arrependimento e pediu desculpas à família de Paloma Jenifer e à filha do casal.

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