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domingo, 31/08/2025

Herpesvírus modificado mostra eficácia em melanoma avançado

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Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (EUA) divulgam resultados animadores de um ensaio clínico fase 1-2 que utilizou um vírus da herpes modificado, chamado RP1, no combate ao melanoma, um câncer de pele agressivo que não responde aos tratamentos convencionais. Os dados foram apresentados na conferência anual de 2025 da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizada em 8 de julho.

O tratamento consistiu na aplicação direta do RP1 nos tumores de 140 pacientes. As injeções foram administradas tanto de forma superficial quanto profundamente, chegando a órgãos como fígado e pulmões. As doses foram aplicadas quinzenalmente, durante até oito ciclos, em combinação com o imunoterápico nivolumabe.

Os resultados superaram as expectativas: 90% dos pacientes apresentaram uma redução mínima de 30% no tamanho dos tumores. Além disso, tumores que não receberam a injeção também diminuíram, sugerindo um efeito sistêmico que potencializa a resposta imune contra o câncer em todo o corpo.

A terapia foi bem tolerada pelos pacientes e não causou infecção por herpes, pois o vírus foi geneticamente alterado para eliminar os genes que causam lesões na pele e, simultaneamente, estimular a resposta imunológica contra o câncer.

Nova esperança contra o melanoma

Em janeiro de 2025, a Food and Drug Administration dos EUA (FDA) concedeu prioridade para a revisão do RP1 em conjunto com nivolumabe, devido ao seu potencial no tratamento de casos resistentes à imunoterapia convencional. Atualmente, está em andamento uma terceira fase do estudo com mais de 400 pacientes, com previsão de decisão regulatória para até 22 de julho de 2025.

Segundo o oncologista Gino Kim In, principal pesquisador do estudo, os resultados são bastante promissores. “O melanoma é o quinto câncer mais comum em adultos, e aproximadamente metade dos casos avançados não respondem aos tratamentos imunoterápicos disponíveis atualmente”, destaca em comunicado.

Se aprovada, a terapia combinada de RP1 e nivolumabe poderá representar uma opção importante para pacientes com melanomas avançados e resistentes aos tratamentos atuais.

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