O deputado distrital e líder do governo na Câmara Legislativa (CLDF), Hermeto (MDB), fez um pedido formal de desculpas à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (9). O pedido veio após a repercussão negativa de um vídeo em que ele chamou de “covarde” o delegado responsável por investigar um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete.
Em uma nota oficial, Hermeto reconheceu que sua fala foi exagerada e explicou que o tom agressivo veio de um sentimento de injustiça. Ele, que é policial militar e representante da segurança pública, reafirmou sua confiança na honestidade e no trabalho dos delegados da PCDF.
“O deputado reforça que acredita na justiça e na lisura do trabalho da autoridade policial e atribui o tom duro de suas falas a um sentimento de profunda injustiça”, diz o comunicado.
Uso Político
Embora tenha pedido desculpas, Hermeto manteve a defesa sobre a investigação, dizendo que é vítima de uma “utilização política e maliciosa” do inquérito. A investigação, iniciada em 2019 após denúncias de quatro ex-funcionários e de sua ex-mulher, apura uma cobrança ilegal de parte dos salários de servidores para pagar a reforma de um escritório político na Candangolândia.
O deputado destacou pontos que ele acha estranhos na investigação, como o fato do caso estar em andamento por mais de seis anos, desde novembro de 2019, e o indiciamento só ter ocorrido em dezembro de 2025, sendo que os detalhes só vieram a público agora, seis meses antes das eleições de 2026.
A defesa também afirma que o segredo do processo foi violado logo depois que foram solicitadas novas provas que poderiam mostrar a inocência do parlamentar.
Próximos Passos
Mesmo com o indiciamento pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), junto com sua esposa, Keilla Alves de Almeida, e seu chefe de gabinete, Licérgio Souza, Hermeto afirma ser inocente.
A defesa informou que pedirá a abertura de uma nova investigação para apurar o vazamento ilegal das informações sigilosas para a imprensa. Para o deputado, o vazamento foi uma “tática desleal” para influenciar a opinião pública contra sua reeleição, impedindo que ele se defenda adequadamente.

