Ciro Reza Pahlavi, herdeiro do último monarca do Irã, convocou uma greve geral em todo o país em meio à atual crise. Embora esteja exilado nos Estados Unidos, no último sábado (10/01), ele fez um apelo para a continuidade das manifestações.
Segundo Ciro Reza Pahlavi, o objetivo das paralisações é pressionar o governo atual a “colocar a República Islâmica, com seu sistema de repressão enfraquecido, de joelhos”.
“Em especial, convoco trabalhadores dos setores essenciais como transporte, petróleo, gás e energia para aderirem a esta greve nacional”, declarou o herdeiro do último xá iraniano em uma mensagem transmitida pela rede social X. “Peço também que todas as pessoas saiam às ruas hoje e amanhã, a partir das 18h, com bandeiras e símbolos nacionais, ocupando os espaços públicos.”
As recentes manifestações reacenderam a esperança de Ciro Reza Pahlavi, que é o último representante da família que governou o país entre 1941 e 1979. Seu pai foi deposto após protestos contra abusos, corrupção e repressão estatal.
Desde a revolução que levou o aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder, os Pahlavi vivem no exílio. Após a morte do pai em 1980, Ciro Reza Pahlavi tornou-se o legítimo herdeiro do trono iraniano e atua como opositor do regime teocrático vigente há mais de quarenta anos.
O foco dos protestos é a grave crise econômica do Irã, marcada pela desvalorização da moeda e aumento do custo de vida no último ano. As manifestações começaram em 28 de dezembro na capital Teerã e rapidamente se espalharam por outras cidades.
O governo acusa potências estrangeiras, especialmente os Estados Unidos, de incentivar os protestos para desestabilizar o país. Por isso, forças de segurança reprimem as manifestações, resultando em 42 mortos, entre civis e membros do aparato estatal, conforme a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA).
Apesar da pressão, o aiatolá Ali Khamenei declarou que não irá recuar diante dos protestos.
