Bruna Fantti
FolhaPress
Um haras pertencente à família Garcia em Guapimirim, região da Baixada Fluminense, está sendo investigado por uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público contra o furto de petróleo. O crime ocorreu por meio de perfurações ilegais em oleodutos da Transpetro, na quinta-feira (22).
A propriedade é das irmãs gêmeas Shanna e Tamara Garcia, filhas de Waldomiro Paes Garcia, conhecido como Maninho, que faleceu em 2004. Ele era conhecido como operador do jogo do bicho no Rio e ex-patrono do Salgueiro.
Não há mandados de prisão para membros da família Garcia. A fazenda estava arrendada durante o período da investigação. Tentamos contato com a defesa dos responsáveis pelo haras.
A operação, chamada Haras do Crime, investiga 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que furtava petróleo diretamente dos dutos da Transpetro. Seis suspeitos já foram presos até o momento.
A investigação começou em junho de 2024, após denúncia de furto na propriedade. No local, foram encontrados cinco caminhões-tanque, três deles totalmente cheios, com cerca de 41 mil litros de petróleo bruto cada, totalizando aproximadamente 123 mil litros.
Os suspeitos faziam parte de uma rede que atuava em vários estados, incluindo São Paulo e Minas Gerais. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
A quadrilha tinha uma estrutura organizada, com um grupo responsável pela liderança e planejamento das ações e outro pela logística e fachada empresarial. Este último fornecia caminhões, contas bancárias e documentos fiscais falsos para dar uma aparência legal ao transporte do petróleo furtado.
O prejuízo direto estimado para a Transpetro ultrapassa R$ 5,8 milhões, levando em conta o volume de petróleo roubado e a interrupção do funcionamento do duto.
