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quinta-feira, 15/01/2026

Haddad surpreende ao anunciar crescimento maior do PIB

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Fernando Haddad, ministro da Fazenda, afirmou em entrevista à GloboNews na quarta-feira, 14, que surpreendeu o mercado ao registrar um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima das previsões dos especialistas. Um dos fatores para esse bom resultado foi a melhora no ambiente de negócios no Brasil, especialmente na liberação de crédito.

Haddad também mencionou a expectativa de uma redução na taxa Selic em 2026, de forma responsável, considerando o cenário econômico favorável. Segundo ele, as taxas de juros elevadas são a principal causa do aumento da dívida pública, e técnicos comentaram que, em algum momento, os juros altos servem apenas para agradar o mercado, embora o ministro não tenha detalhado essa observação.

Déficit

Haddad reafirmou que o déficit nas contas públicas em 2025 deve ficar em 0,48% do PIB, um valor inferior ao que poderia ter sido 1,9%, caso não fossem as medidas adotadas pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

O ministro destacou que o orçamento de 2023, entregue por Bolsonaro no início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previa um déficit de R$ 63 bilhões, sem incluir o aumento do Bolsa Família de R$ 400 para R$ 600. Além disso, mencionou que o governo anterior deixou precatórios em aberto, que precisaram ser pagos pela atual administração.

Haddad observou que, sob os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o déficit público oscilava entre 1,5% e 2%, ressaltando a melhora no resultado do ano passado.

Quanto à questão fiscal, o ministro comentou estar analisando a isenção para as letras de crédito, que causam concorrência com títulos do Tesouro Nacional. Como o Congresso derrubou a tributação proposta pelo governo sobre essas letras, a medida não pode ser retomada e a equipe econômica busca outras alternativas para resolver o problema.

Ele também demonstrou preocupação com os supersalários no setor público, incluindo as aposentadorias militares, e afirmou que o tema necessita ser tratado pelo Congresso, caso haja sensatez dos parlamentares.

Outro ponto relevante é a situação dos Correios, que podem precisar de ajuda do Tesouro Nacional apesar de um empréstimo recente de R$ 12 bilhões obtido junto a bancos. Haddad explicou que a estatal é responsável pela universalização do serviço postal, o que dificulta a competição com outras empresas de logística, pois nenhuma companhia privada aceita o custo de levar uma carta de São Paulo até áreas remotas, como o interior do Amazonas. A Fazenda está estudando formas de financiar esse serviço universal sem prejudicar os Correios.

Estadão Conteúdo

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