Fernando Haddad, ministro da Fazenda, foi ouvido pela comissão mista que examina a Medida Provisória (MP) 1303/25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais. O ministro declarou estar absolutamente seguro quanto ao processo que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master. Ele classificou a atuação do banco como possivelmente o maior golpe bancário registrado no país.
“Tenho total confiança no trabalho realizado por Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e sua equipe. Trabalhamos em conjunto com a Fazenda, tivemos diálogo com o procurador-geral da República e recebemos o melhor aconselhamento para conduzir essa questão”, afirmou Haddad.
“Este pode ser o maior esquema fraudulento bancário no país. Devemos adotar todas as medidas necessárias, respeitando os procedimentos legais e garantindo o direito à defesa”, acrescentou o ministro.
A liquidação do Banco Master pelo Banco Central está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), que teve sua suspensão determinada por Vital do Rêgo após a repercussão do episódio.
O processo deveria ser analisado pelo Plenário do TCU em razão de um recurso apresentado pelo Banco Central, mas o recurso foi retirado posteriormente. Para reduzir tensões entre os órgãos, Vital do Rêgo antecipou seu retorno ao trabalho durante o recesso.
Liquidação
A liquidação extrajudicial do Banco Master foi determinada pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado, diante da descoberta de um suposto esquema envolvendo a emissão e negociação de títulos de crédito falsificados, que envolvia várias instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, incluindo o Banco de Brasília (BRB).
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, chegou a ser detido por dez dias durante as investigações.
