Fernando Haddad, ministro da Fazenda, criticou nesta sexta-feira, 6, a forma como o governo de Jair Bolsonaro lidou com a economia, afirmando que houve um grande desequilíbrio nas contas públicas durante sua gestão. “O que aconteceu de 2022 para 2023 foi um verdadeiro ataque às contas públicas, algo fora do comum. A oposição diz que entregamos um superávit em 2022, e agora com o governo Lula há déficits grandes que prejudicam as finanças do país”, declarou em Salvador (BA), durante celebração dos 46 anos do PT.
Haddad mencionou a aprovação da PEC dos Precatórios e afirmou que o governo anterior vendeu a ideia de que as finanças estavam organizadas, mas diante da provável derrota eleitoral implementou medidas danosas.
Ele afirmou que o governo de Bolsonaro tentou comprar votos nos dois meses finais da eleição usando recursos públicos, além de ter tomado ações para prejudicar a votação de petistas, mas nada disso funcionou.
O ministro disse que a ciência política não explica a vitória de Lula, que saiu da prisão e venceu as eleições, mas reconheceu que a comunicação do governo atual tornou-se muito complexa, com questionamentos sobre dados oficiais.
Tom eleitoral
Haddad participou do evento do PT como militante e falou em tom eleitoral sobre sua trajetória. “Haddad é neoliberal? Comunista? Sou o Haddad. Todos me conhecem há 40 anos. Posso ter erros e acertos, mas sei meu lugar, de onde vim e para onde vou”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera lançar o ministro como candidato ao Senado por São Paulo.
Saída da Fazenda
Haddad afirmou que deixará o ministério em fevereiro e não confirmou o nome do substituto, ressaltando que essa decisão cabe a Lula. “O mês de fevereiro, com certeza”, declarou em entrevista.
Estadão Conteúdo.
