O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avisou que o Governo do Distrito Federal (GDF) precisa investir R$ 4 bilhões no Banco de Brasília (BRB) para evitar que o banco passe por uma intervenção. Essa necessidade surgiu devido à falta de recursos no banco estatal, causada por problemas da tentativa de compra do Banco Master, que era de Daniel Vorcaro.
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal indicam que o Banco Master teria vendido ao BRB carteiras de crédito falsas no valor de R$ 12,2 bilhões.
Em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, revelou que o banco não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões investidos no Banco Master antes de ele ser fechado pelo Banco Central. Atualmente, o BRB está revisando o valor do prejuízo com auxílio do Banco Central e uma auditoria independente.
Devido a esse problema, o governo federal acredita que o GDF, que controla o banco, precisa injetar recursos para equilibrar as finanças do BRB. Na semana anterior, o banco já havia admitido que poderia receber esse investimento para cobrir os prejuízos. O Ministério da Fazenda preferiu não comentar sobre o assunto.
BRB afirma que está preparando os aportes
Em nota oficial, o BRB negou que sua operação esteja em risco e explicou que está colaborando com as investigações internas. Segundo o banco, todas as operações relacionadas à Operação Compliance Zero estão sendo verificadas em uma auditoria independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com ajuda técnica da Kroll.
O BRB destacou seu compromisso com a transparência, governança e o cumprimento das normas do sistema financeiro, trabalhando junto às autoridades competentes.
Além disso, o banco confirmou que os possíveis prejuízos relacionados à compra das carteiras do Banco Master ainda estão em análise pelo Banco Central e pela auditoria independente.
Se esses prejuízos forem confirmados, o BRB já possui um plano de capital que prevê aportes de recursos através de diferentes instrumentos financeiros.
O banco reafirmou sua solidez, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e mantendo todos os serviços financeiros disponíveis aos seus clientes.
Estadão Conteúdo
