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sábado, 30/08/2025

Hackers atacam empresa que conecta bancos ao Pix

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Na sexta-feira (29), uma importante empresa que ajuda a conectar bancos ao sistema de pagamentos Pix foi alvo de um ataque por hackers. A empresa, chamada Sinqia, percebeu atividades estranhas em seu sistema de conexão.

A Sinqia oferece serviços para várias instituições financeiras no Brasil, mas ainda não divulgou quais bancos podem ter sido afetados nem confirmou se houve perda de dinheiro no ataque.

Segundo o portal Neo Feed, hackers teriam roubado pelo menos R$ 400 milhões do banco HSBC usando o Pix e transferido para contas falsas. A Folha tentou contato com o banco, mas não obteve resposta até o momento.

A empresa informou que iniciou uma investigação e está contando com especialistas para entender o que aconteceu. Eles também estão conversando com os clientes que podem ter sido afetados, que são poucos.

“Até agora, o problema está restrito ao sistema do Pix. Não encontramos sinais de que outros sistemas da Sinqia foram afetados e nem de que dados pessoais foram vazados”, disse a empresa.

Vytautas Zumas, delegado da Polícia Civil de Goiás e especialista em segurança digital, explicou que a Sinqia é uma das poucas empresas autorizadas pelo Banco Central para fornecer esse tipo de serviço.

“O Pix é um produto do Banco Central, e os bancos precisam se conectar a essa rede por meio de sistemas fornecidos por empresas especializadas como a Sinqia”, afirmou.

Segundo ele, os bancos preferem comprar esses serviços de conexão de forma terceirizada por segurança e praticidade.

“Parece que os hackers exploraram alguma falha nesse serviço”, completou Zumas.

No mês de julho, outro ataque cibernético desviou cerca de R$ 1 bilhão de contas ligadas ao Banco Central, na maior fraude desse tipo já vista no país. Naquela ocasião, os valores estavam em contas de clientes da empresa C&M Software, que também atende instituições financeiras como XP e Bradesco.

Assim como no ataque recente, o sistema do Pix não parou de funcionar. A Folha tentou contato com o Banco Central, mas não recebeu resposta.

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