NICOLA PAMPLONA / FOLHAPRESS
Proprietários de postos afirmam que as grandes distribuidoras de combustíveis no Brasil começaram a aumentar os preços, apesar de a Petrobras ainda não ter alterado os valores nas refinarias.
As distribuidoras indicam que a guerra no Irã elevou os preços internacionais do petróleo, especialmente do diesel, que representa cerca de 25% do mercado brasileiro de combustíveis.
O sindicato dos postos do Rio de Janeiro divulgou uma nota mencionando aumentos por parte das maiores distribuidoras do país: Vibra, Ipiranga e Raízen.
Segundo o sindicato, as distribuidoras compram derivados de importadoras que aumentaram seus preços devido ao conflito no Oriente Médio.
Houve reajustes para os postos em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, com aumentos de até R$ 0,26 por litro desde o início da semana.
A Ipiranga comunicou que haverá aumentos no diesel e na gasolina a partir de 4 de março, devido ao aumento dos preços do petróleo em eventos externos recentes.
Em contato com as empresas, apenas a Raízen se recusou a comentar, enquanto as outras não responderam. Um executivo mencionou que os aumentos dos combustíveis importados precisam ser repassados aos postos.
O Paranapetro, que representa os postos do Paraná, ressaltou que as distribuidoras repassam rapidamente os aumentos, mas demoram ou não repassam integralmente as reduções nos preços, falando em “altas expressivas”.
No mercado, o diesel nas refinarias está R$ 1,51 por litro mais barato que o preço de importação, segundo a Abicom.
A Petrobras afirmou que avalia a situação e só fará reajustes quando os preços do petróleo se estabilizarem, enquanto o Brent sobe cerca de 4%, chegando perto de US$ 85 o barril.
Dados da ANP indicam que 27,35% do diesel vendido no Brasil em 2025 foi importado, sendo 47,7% dessas importações feitas pela Petrobras, com o restante adquirido por empresas privadas.
