Nossa rede

Economia

Guedes se reúne com Lira e Pacheco para tratar do auxílio emergencial

Publicado

dia

O encontro aconteceu no início da tarde desta quinta-feira (18/2). Os presidentes da Câmara e do Senado insistem na aprovação da PEC até março

(crédito: Marcos Brandao/Senado Federal)

Para garantir que o auxílio emergencial seja retomado ainda em março, o Senado Federal pretende votar na próxima quinta-feira (25/2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial e a PEC do Pacto Federativo. As propostas vão permitir a criação de um Orçamento de Guerra para o auxílio, deixando o benefício fora do teto de gastos. O trâmite, porém, é complicado. Se Pacheco conseguir passar o texto em plenário, a medida ainda tramitará na Câmara, onde as negociações são muito mais complexas. E se sofrer alterações na segunda Casa, o texto voltará novamente aos senadores.

O compromisso de avançar nessa agenda, independentemente da prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ), que dominou as discussões da Câmara dos Deputados nas últimas horas, foi assegurado nesta quinta-feira (18/2) pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Relator das PECs e do Orçamento, o senador Marcio Bittar (MDB-AC) também participou do encontro, bem como a presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), a deputada Flávia Arruda (PL-DF).

“Foi uma reunião simbólica, que demonstra todo o caráter de prioridade das duas Casas […] para que nós continuemos a tratar dos assuntos que são importantes para o Brasil: as PECs que tramitam no Senado, na Câmara e o auxílio emergencial, além da vacina e da pandemia. Todos os outros assuntos são laterais”, afirmou Arthur Lira, que mais cedo se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro e demonstrou preocupação de que a prisão de Daniel Silveira atrapalhasse o andamento da agenda econômica no Congresso.

Lira reforçou que, apesar de os problemas se acomodarem com o tempo, “as pautas traçadas pelo governo federal, pela Câmara e pelo Senado continuarão firmes, sem obstáculos, para que a discussão e a aprovação aconteçam o mais rápido possível”. As prioridades, de acordo com Lira, são o auxílio emergencial, a vacinação e o combate à pandemia.

Para garantir essa aprovação célere, Rodrigo Pacheco anunciou que o Senado vai votar na próxima quinta-feira (25) a PEC Emergencial. A PEC será apensada à PEC do Pacto Federativo, que vai ganhar uma cláusula de calamidade pública com o intuito de autorizar a criação de um orçamento paralelo para o auxílio emergencial.

“O parecer será apresentado pelo senador Marcio Bittar de hoje até segunda-feira (22). E a aprovação pelo Senado permitirá, através de uma cláusula de calamidade, que se tenha a brecha necessária para implantar o auxílio emergencial”, disse Pacheco.

Conforme o Correio já havia publicado, líderes partidários dizem que será difícil passar a proposta já na próxima semana. Afinal, PECs precisam ser aprovadas em dois turnos e é necessário respeitar o prazo para apresentação de emendas.

A ideia é, portanto, que a votação da PEC Emergencial comece na próxima quinta-feira, mas termine na semana seguinte. Ainda assim, os líderes acreditam que é possível avançar com a questão de forma a ter o auxílio emergencial pago já em março.

Pacheco justificou o atrelamento do auxílio às matérias. Disse que não se trata de uma condição para a aprovação, mas de um sinal de responsabilidade econômica dos parlamentares. “Estamos buscando fazer não como condição para a implantação do auxílio, mas como uma sinalização positiva de que o Senado e a Câmara têm responsabilidade fiscal”, afirmou o presidente do Senado, ao lado do ministro Paulo Guedes, que cobrou do Congresso Nacional a aprovação desse “marco fiscal” na retomada do auxílio emergencial.

Guedes não falou com a imprensa após a reunião, mas volta a se reunir com o senador Marcio Bittar e a deputada Flávia Arruda nesta quinta-feira para tratar do assunto.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Economia

Butantan envia à Anvisa pedido para testar soro contra covid em humanos

Publicado

dia

Por

O soro anti-covid é produzido à partir da resposta imune de animais e é composto por anticorpos contra a doença

Ver mais

Economia

Produção industrial no Brasil sobe 0,4% em janeiro, diz IBGE

Publicado

dia

Por

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 2,0 por cento

Produção industrial: as expectativas em pesquisa com economistas eram de alta de 0,4 por cento (Fabian Bimmer/Reuters)

A indústria brasileira iniciou 2021 com alta pelo nono mês seguido em janeiro, mas em desaceleração e sofrendo o impacto do agravamento da pandemia no Amazonas.

Em janeiro, a produção industrial brasileira registrou alta de 0,4% em relação a dezembro, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, mas mostrou perda de força depois de crescer 0,8% em dezembro e apresentar taxas de 1,1% e 1% respectivamente em novembro e outubro.

Com esse resultado, o setor acumulou crescimento de 42,3% em nove meses de alta, depois de registrar perda de 27,1% entre março e abril devido às medidas de contenção ao coronavírus, quando a produção chegou ao nível mais baixo da série.

Na comparação com janeiro de 2020, a produção teve alta de 2,0%, contra expectativa de um ganho de 2,2%.

Apesar do resultado positivo, os ganhos da indústria em janeiro foram menos disseminados entre as atividades.

“… chama atenção neste mês a quantidade de ramos que ficaram no campo negativo, que foram maioria (14 de 26), um comportamento que não foi observado nos meses anteriores dessa sequência de nove meses de crescimento”, destacou o gerente da pesquisa, André Macedo.

“Foi um crescimento muito concentrado e isso já mostra redução de ritmo e algo bem diferente de meses anteriores”, completou.

Em janeiro, o IBGE apontou que, entre as categorias econômicas, a produção de Bens de Capital foi o destaque com alta de 4,5%. O outro dado positivo veio de Bens de Consumo, com ganho de 1,0%, impulsionada pela alta de 2,0% em Semiduráveis e não Duráveis. Por outro lado, a produção de Bens Intermediários recuou 1,3% no mês.

Macedo destacou que o agravamento da situação da pandemia no Amazonas teve impacto principalmente sobre a produção de Bens de Consumo Duráveis, concentrada no Estado e que apresentou queda de 0,7%.

“Como a pandemia se agravou por lá e foram adotadas medidas, houve prejuízo na produção de motos e produtos da linha marrom”, explicou ele. “Tem um efeito mais intenso da pandemia no Amazonas, especialmente na zona franca de Manaus.”

Entre as atividades, a influência positiva mais relevante foi dada por produtos alimentícios, que avançou 3,1%, eliminando. Na outra ponta, o maior impacto negativo veio de metalurgia, com queda de 13,9%, interrompendo seis meses de taxas positivas.

A recuperação da indústria desde o ápice da pandemia em abril de 2020 encontrou base nas medidas de auxílio do governo e na flexibilização do isolamento, mas ainda assim o setor encerrou o ano passado com queda de 3,5%, de acordo com os dados do PIB informados pelo IBGE.

O setor industrial depende agora da melhora do mercado de trabalho, bem como do cenário inflacionário e de uma retomada do auxílio emergencial.

“O que vinha sustentando a economia em parte era o auxílio emergencial (que acabou em dezembro). Isso pode ter efeito”, disse Macedo. “Para além disso, a indústria tem sido impactada por escassez de matérias-primas, preços mais altos, mercado de trabalho com muitos desempregados e tem ainda efeitos isolados da própria pandemia.”

A pesquisa Focus mais recente do BC realizada com uma centena de economistas mostra que a expectativa é de uma alta de 4,3% da produção industrial em 2021.

Ver mais

Economia

EUA geram 379 mil postos de trabalho em fevereiro e taxa de desemprego cai a 6,2%

Publicado

dia

Por

Geração de emprego nos Estados Unidos acelerou e somou 379 mil em fevereiro

Os números de geração de emprego de janeiro foram revisados de 49 mil para 166 mil (Nick Oxford/Reuters)

A geração de emprego nos Estados Unidos acelerou e somou 379 mil em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Departamento do Trabalho do país. A taxa de desemprego dos EUA recuou de 6,3% em janeiro para 6,2% em fevereiro.

Os números de geração de emprego de janeiro foram revisados de 49 mil para 166 mil. Já o corte de postos de trabalho em dezembro passou de 140 mil no relatório original, depois 264 mil no mês passado e, agora, está estimado em 306 mil.

Em fevereiro, o salário médio por hora aumentou 0,23% ante o mês anterior, ou US$ 0,07, a US$ 30,01. Na comparação anual, a alta salarial foi de 5,26%. As previsões eram de acréscimo mensal de 0,20% e ganho anual de 5,2%.

ING: geração de emprego deve acelerar nos próximos meses
A criação líquida de 379 mil empregos em fevereiro é apenas o início de um forte ciclo de recuperação do mercado de trabalho americano, na avaliação do ING. Em nota endereçada a clientes, o banco prevê que os Estados Unidos podem gerar 4,5 milhões de vagas este ano.

Segundo o relatório, os efeitos que contribuíram para o desempenho positivo devem continuar nos próximos meses, entre eles o relaxamento das restrições à mobilidade na Califórnia e reabertura de restaurantes em várias cidades. Com isso, a expectativa é de que o mercado de trabalho acelere ainda mais a partir de abril, à medida que o “lockdown” for retirado de vez nos Estados.

“Isso não vem sem riscos, dada a prevalência de cepas mutantes mais perigosas do vírus e o fato de estarmos muito longe da imunidade coletiva, mas é claramente a direção no momento para a economia”, explica.

Ver mais

Economia

FecomercioSP estima prejuízo de R$ 11 bi por restrições da fase vermelha

Publicado

dia

Por

A cifra, de acordo com a entidade, se assemelha aos impactos mensurados de recuo médio mensal de abril e maio do ano passado

Comércio (Ricardo Wolffenbuttel/ SECOM/Divulgação)

A Fecomercio SP calcula que a migração do Estado de São Paulo para as regras derestrição da fase vermelha do Plano SP vai acarretar uma perda média no mês da ordem de R$ 11 bilhões. A cifra, de acordo com a entidade, se assemelha aos impactos mensurados de recuo médio mensal de abril e maio do ano passado.

A decisão do governador João Doria (PSDB-SP) foi comunicada hoje durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e passará a vigorar a partir do próximo sábado 6. A medida visa conter o avanço do contágio da população pela Covid, bem como reduzir o número de mortes decorrentes da doença.

Só na capital a estimativa da FecomercioSP é de uma perda média de R$ 6 bilhões no mês em medição.

O problema maior da reinstalação da Fase Vermelha, que restringe a atividade de setores considerados não essenciais, na visão da FecomercioSP, é que ela não terá a eficácia almejada se não for acompanhada por uma fiscalização constante e intensiva das irregularidades e atividades clandestinas.

A medida, que se inicia neste sábado (6) e vai até o próximo dia 19 de março, prevê ainda toque de restrição de circulação à noite.

No entendimento da FecomercioSP, o comércio formal não é responsável pela proliferação do novo coronavírus, já que a flexibilização das regras de funcionamento desse setor existe desde agosto em diversas regiões do Estado.

 

Ver mais

Economia

Falta de diversidade na força de trabalho afeta economia dos EUA

Publicado

dia

Por

Empresas no Índice S&P 500 com diversidade de gênero acima da mediana em seus conselhos geralmente registram retorno sobre o patrimônio 15% maior

Grupo de funcionários da operadora Vivo: a autonomia dos grupos de afinidade e o apoio da alta liderança são essenciais para promover a diversidade (Germano Lüders/Exame)

Buscar a diversidade na força de trabalho e entre líderes não se trata apenas de fazer a coisa certa, mas também faz sentido do ponto de vista econômico, de acordo com analistas do Bank of America. Se os líderes empresariais e do governo dos EUA tivessem decidido, há mais de 30 anos, tomar medidas em relação à diversidade e inclusão, cerca de US$ 70 trilhões teriam sido adicionados ao PIB do país, disse Haim Israel, chefe de pesquisa de investimento temático global do banco, em relatório publicado na terça-feira.

Em 2019, por exemplo, eliminar as disparidades de gênero e raça teria gerado US$ 2,6 trilhões de produção econômica extra dos EUA, enquanto a continuidade da desigualdade racial pode custar ao país entre US$ 1 trilhão e US$ 1,5 trilhão em perda de consumo e investimentos na próxima década, segundo o banco. Preconceitos de gênero e raça causam disparidades persistentes no mercado de trabalho e limitam a economia, disse Israel.

As empresas no Índice S&P 500 com diversidade de gênero acima da mediana em seus conselhos geralmente registram retorno sobre o patrimônio 15% maior, e aquelas com forças de trabalho diversificadas étnica e racialmente tendem a mostrar um retorno sobre o patrimônio 8% maior, de acordo com a pesquisa do Bank of America. Empresas mais diversificadas também enfrentam riscos mais baixos nos resultados em relação a pares com menos diversidade.

Israel adverte que a maioria dos esforços de diversidade e inclusão corporativa se concentra em gênero em detrimento de outros grupos – LGBTQ, pessoas com deficiência e minorias religiosas – que correm risco de ficar para trás.

O Citigroup disse em relatório no ano passado que reduzir as brechas raciais nos EUA teria gerado US$ 16 trilhões adicionais de produção econômica desde o início do século. E, nos próximos cinco anos, os EUA podem adicionar US$ 5 trilhões em atividade econômica ao diminuir a desigualdade entre americanos negros e brancos, disse o banco.

Ver mais

Economia

Fluxo de capital para mercados emergentes perde força, diz IFI

Publicado

dia

Por

Movimento sinaliza que o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA esfriou a euforia com a distribuição de vacinas e ganhos dos mercados de commodities

Bolsa de valores em Nova York (NYSE) (Mario Tama/Getty Images)

O forte fluxo de capital para mercados emergentes após o pior da pandemia desacelerou com o menor apetite por risco, segundo o Instituto de Finanças Internacionais.

Investidores injetaram US$ 31,2 bilhões em ações e títulos de países em desenvolvimento em fevereiro, abaixo do recorde de US$ 107,4 bilhões em novembro, de acordo com o IFI. É um sinal de que o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos esfriou a euforia com a distribuição de vacinas e ganhos dos mercados de commodities, de acordo com o instituto, que representa empresas financeiras globais.

“Os temores de um ciclo reflacionário nos EUA, combinados com a rotação do mercado de ativos, limitaram a escala de entradas de capital para mercados emergentes e aumentaram o risco de perdas”, disse em relatório Jonathan Fortun, economista do IFI em Washington. Segundo ele, os rendimentos crescentes nos EUA elevam o risco de uma turbulência causada pela possibilidade de retirada dos estímulos.

Em fevereiro, títulos de dívida de mercados emergentes atraíram US$ 22,8 bilhões em compras líquidas de não residentes, mostram os dados. As ações receberam apenas US$ 8,4 bilhões, a maior parte destinada à China. Foi a menor entrada em ações do mundo em desenvolvimento desde que gestores sacaram US$ 5,3 bilhões em outubro, de acordo com o IFI.

 

Ver mais

Hoje é

domingo, 7 de março de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?