No mercado de acompanhantes de alto padrão no Brasil, três mulheres exercem controle rigoroso sobre centenas de profissionais. Baseadas em Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), elas comandam um grupo secreto no WhatsApp que atua como um tribunal paralelo, impostorando punições financeiras e exclusão em caso de descumprimento das regras.
Este grupo funciona como um órgão punitivo, onde decisões são tomadas rapidamente e sem direito de defesa. Para que uma profissional seja julgada, não são necessárias infrações graves: prints de conversas, desentendimentos ou denúncias de agenciadores parceiros podem levar ao linchamento virtual.
Durante o julgamento público, fotos, áudios e mensagens pessoais são divulgados para mais de 600 integrantes, com o objetivo de prejudicar a reputação da profissional e servir de exemplo para as demais.
As punições seguem um padrão financeiro: profissionais removidas dos grupos de ofertas devem pagar uma taxa para voltar a atuar. Caso façam críticas às cobranças ou denunciem irregularidades, as acusações são revertidas contra elas mesmas para proteger os interesses das administradoras.
O grupo também usa uma lista negra chamada Black List Nacional/Internacional como instrumento de coerção. Ter o nome nesta lista significa o fim da carreira no mercado de alto padrão, com vazamento de contatos e imagens para agências nacionais e internacionais.
A reabilitação exige pagamentos elevados ou aceitar condições de trabalho ditadas pelas responsáveis pelo grupo.
Esse esquema funciona à margem da lei, movimentando grandes quantias financeiras e assegurando a submissão das profissionais para manter o controle e lucratividade no mercado VIP.


