ANDRÉ FLEURY MORAES
FOLHAPRESS
Um integrante do grupo que lançou a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante um salto na ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), afirmou que só perceberam a ausência da corda após o acontecimento.
Maria Eduarda, residente em Jandira, interior de São Paulo, foi a Limeira apenas para realizar o salto. Os instrutores de rope jump que a lançaram não a prenderam com nenhum equipamento de segurança.
Gusttavo Losi, membro do grupo que organizava os saltos, disse em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, que houve falha na checagem. Segundo ele, Luís Felipe Egoroff e Maicon Cintra, ambos presos, não lembram quem deveria fazer essa verificação, e nenhum deles conferiu antes do salto.
Losi relatou que Maria Eduarda falou antes do salto que seria a primeira vez tentando rope jump e que estava nervosa. Ele explicou que enquanto preparava outra pessoa estava de costas e só ouviu o barulho do impacto.
Luís Felipe, Maicon e Vitor de Freitas Gonçalves, que também estava presente, permanecem presos desde o acidente.
O relatório policial destaca que a falta do equipamento essencial de segurança não foi um acidente simples, mas o fator que impediu qualquer proteção da vítima.
O advogado Rafael Gomes dos Santos, que defende Maicon e Luís, lamentou o indiciamento por homicídio doloso qualificado e considera que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, sem intenção.
Ele ainda aguarda o posicionamento do Ministério Público antes de apresentar a defesa.
A defesa de Vitor discorda da acusação de dolo eventual, afirmando que a imputação foi feita coletivamente sem identificar as ações específicas de cada investigado.
A estrutura conhecida como ponte do Esqueleto, ponto tradicional para saltos, fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.
Em junho, a Prefeitura de Limeira iniciou obras para bloquear o acesso à ponte, com o objetivo de evitar novas tragédias, realizando o fechamento de acessos irregulares e outras ações emergenciais.
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido liminar para liberar Maicon Cintra, Luís Felipe Egoroff e Vitor Gonçalves. A decisão destacou que primeiro devem ser ouvidas as informações do juízo original para depois o tribunal decidir.
