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terça-feira, 03/02/2026

Grupo Fictor, que tentou comprar Banco Master, pede recuperação judicial

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O Grupo Fictor, que ficou conhecido no ano passado por tentar comprar o Banco Master um dia antes do banco ser fechado, solicitou recentemente proteção judicial contra dívidas no Tribunal de Justiça de São Paulo. Os pedidos de proteção foram feitos pela Fictor Holding e pela Fictor Invest, que juntas devem cerca de R$ 4 bilhões.

O grupo informou que pretende pagar todas as dívidas, mas sem desconto, apenas buscando mais tempo para quitar os valores. O objetivo é criar um ambiente justo para negociação e garantir que a empresa continue funcionando de forma estável.

Foi solicitado ao tribunal que as dívidas da holding e da Fictor Invest sejam suspensas por 180 dias, enquanto suas outras empresas continuam operando normalmente.

Antes do pedido de recuperação judicial, o grupo, que tem sua marca na camisa do Palmeiras, declarou ter faturado R$ 3,5 bilhões em 2024.

O grupo disse que as dificuldades financeiras começaram após a liquidação do Banco Master, fato que prejudicou sua reputação e afetou muito sua liquidez, por conta das notícias negativas no mercado.

Para enfrentar a crise, o grupo realizou uma reestruturação, reduzindo o número de funcionários e ajustando suas instalações, medidas feitas antes do pedido judicial para proteger os direitos dos empregados.

No entanto, os problemas financeiros continuaram. Recentemente, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, bloqueou R$ 150 milhões dos ativos do Fictor para garantir uma dívida ligada a uma operação de cartões de crédito.

Ações Judiciais

Desde o começo do ano, o Fictor tem enfrentado vários processos movidos por investidores que dizem não ter recebido o retorno financeiro prometido. Estes investidores também reclamam de atrasos constantes no pagamento após solicitar o resgate de seus valores.

Além do bloqueio citado, em janeiro, a Justiça já havia bloqueado R$ 7,3 milhões do grupo devido ao risco real de prejuízo aos credores.

A Justiça destacou que há registro de atrasos nos pagamentos, falta de respostas aos avisos legais e sinais de instabilidade financeira, indicando risco de que os credores possam não receber o que lhes é devido.

Outras decisões judiciais apontam possíveis irregularidades na forma como o grupo capta dinheiro e alertam para o perigo de um calote generalizado.

Esses fatos reforçam os desafios que o Grupo Fictor atravessa ao tentar reorganizar suas finanças e manter as operações em funcionamento.

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