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quarta-feira, 01/04/2026

Grupo do Psd de Pacheco apoia indicação de Messias ao Stf

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Um grupo do PSD demonstrou apoio à nomeação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Este apoio é uma estratégia importante para o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PSD é o partido do senador Rodrigo Pacheco (MG), cotado para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso.

De acordo com informações, Messias procurou três membros influentes da bancada do PSD no Senado. O partido possui a maior bancada, com 15 assentos, e comanda a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deve ocorrer a votação antes de a indicação ser levada ao plenário. Os senadores do partido indicam, sob reserva, apoio à indicação feita por Lula, embora sem garantias de que isso convencerá toda a bancada.

O ambiente no Senado está tenso em relação a Messias. Sua indicação desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que manifestou a Lula sua preferência por Pacheco. Davi informou publicamente que votaria contra qualquer indicado que não fosse seu antecessor e pressiona outros senadores a rejeitarem o candidato.

Para ser aprovado, Messias precisa do voto de 41 senadores, o que corresponde à maioria simples. Lula já afirmou que, caso Messias seja rejeitado, Pacheco não será o próximo indicado. O governo trabalha para reduzir o clima de rivalidade em relação ao ex-presidente do Senado.

Outro obstáculo para Messias é o partido MDB. Nesta quarta-feira (26/11), o AGU se reuniu com o líder do partido no Senado, Eduardo Braga (AM). Ele demonstrou apoio à indicação, mas criticou a falta de articulação do governo para garantir a aprovação.

Alguns senadores confidenciaram que Davi comunicou seu voto contrário, tentando influenciar para derrotar o governo numa votação secreta, onde cada senador conversa pessoalmente com o indicado. No entanto, essa estratégia pode se inverter contra ele.

Atualmente, Messias ainda não conta com o apoio suficiente para ser confirmado. Davi tentou antecipar a sabatina para 3/12, mas a votação foi agendada para 10/12, dando mais tempo para angariar votos. A celeridade desejada pelo presidente do Senado desagradou a base governista, que acredita que atrasar a análise beneficiaria Messias. Lula ainda não enviou oficialmente a indicação.

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