Um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília tem expandido suas ações em várias regiões do Brasil com uma proposta que une ciência prática, tecnologia e participação da comunidade para enfrentar os desafios da produção rural e das mudanças climáticas.
O Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar, conhecido como CEGAFI, atua em 37 cidades de 20 estados, além do Distrito Federal e áreas da Amazônia Legal.
O CEGAFI é um grupo de pesquisa-ação que desenvolve estudos e soluções em parceria direta com comunidades rurais. O trabalho ocorre em três áreas principais: criação de conhecimento científico adaptado às realidades locais; desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para gestão e decisão no campo; e suporte técnico para criar, acompanhar e avaliar políticas públicas ligadas à agricultura e ao meio ambiente.
Mário Ávila, diretor do CEGAFI, explica que reconhecer a agricultura familiar como meio de enfrentar as mudanças climáticas depende da inovação social e do acesso a tecnologias adequadas a cada região. O objetivo do grupo é gerar conhecimento que possa ser usado com o apoio de políticas públicas e instrumentos apropriados.
O grupo criou 28 ferramentas, incluindo sistemas de monitoramento, aplicativos e métodos para coletar e analisar dados. Esses recursos auxiliam na organização da produção, comunicação e capacitação de agricultores familiares e gestores públicos. Também são aplicados modelos para avaliar políticas públicas com base em fatores sociais, econômicos e ambientais, com o propósito de medir seus resultados e propor melhorias conforme as condições locais.
Uma das ações do centro é o programa CEGAFI Compensa Carbono, que foca na restauração ambiental e na educação para a conservação, promovendo a recuperação de áreas degradadas e a conscientização sobre como se adaptar e proteger contra as mudanças climáticas.
O trabalho do centro envolve cooperação com universidades, institutos de pesquisa, organizações internacionais, empresas de tecnologia e órgãos governamentais. O grupo destaca a importância de integrar ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica para aplicar o conhecimento acadêmico nas regiões onde atua.
